O conselho de administração da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) aprovou ontem a operação de privatização dos ativos de geração de energia da companhia, além da venda da participação de 19,9% que possui na Casan, estatal de água e saneamento de Santa Catarina. A previsão da Celesc é colocar à venda até maio do ano que vem as 12 pequenas centrais hidrelétricas próprias e também as participações que possui em usinas de maior porte como Campos Novos (onde a estatal detém 2,03%), Machadinho (12,15%), Dona Francisca (23,03%) e Cubatão (40% ). Esta última ainda não saiu do papel por questões ambientais. A empresa poderá arrecadar R$ 200 milhões aproximadamente com esses ativos. A participação na Casan poderá render outros R$ 100 milhões.
A empresa vinha defendendo a venda dos ativos de geração desde setembro. Na ocasião, constatou-se que a desverticalização da companhia – com a criação de uma holding e duas subsidiárias, Celesc Geração e Celesc Distribuição -, conforme previsto em lei, poderia dar prejuízos à empresa. Segundo os estudos, a holding acabaria herdando um passivo judicial em torno de R$ 90 milhões. |