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BR Distribuidora entra com disposição no mercado de geração de energia elétrica
Empresa está investindo em PCHs, cogeração em aeroportos e geração a partir do lixo


A.Canazio,CanalEnergia


A BR Distribuidora entra com disposição no mercado de geração de energia elétrica. A empresa já anunciou o investimento em pequenas centrais hidrelétricas, em cogeração nos aeroportos e, também, em pesquisa sobre geração a partir do lixo. A entrada da estatal neste mercado tem como objetivo firmar o sistema Petrobras como um grupo de energia.


“A BR está sendo o braço comercial da Petrobras para empreender os projetos de geração de energia”, definiu Renato de Andrade Costa, que participou nesta segunda-feira, 6 de março, do Seminário Internacional “Gerenciamento Sustentável de Resíduos no Brasil”, promovido pela Coppe/UFRJ, no Rio de Janeiro. Segundo o executivo, o país aproveita apenas 25% de seu potencial hidrelétrico.


Durante a palestra, o executivo listou os investimentos da empresa sem entrar em detalhes por motivos estratégicos. Mas a lista de projetos mostra a capacidade de investir da BR Distribuidora. A estatal acaba de inaugurar uma térmica bicombustível em Manaus com capacidade de 180 MW. A usina, por sua vez, foi transferida de Fortaleza, onde funcionava dentro do programa emergencial de térmicas. No total,a BR tinha 570 MW de potência pronta para despacho.


Além disso, a empresa tem participação em três projetos de biomassa vendidos no leilão de energia nova. Entre eles, está a usina de Goiânia II, feita em parceria com a Benco Engenharia, que deve começar a entregar a energia em 2009. Segundo Costa, a BR está analisando três projetos de geração de energia a partir do lixo. A empresa procura, atualmente, qual a melhor forma de participar dos empreendimentos.


“Queremos sócios que entendam que o risco faz parte do negócio e aceitem tomá-lo”, frisou. A empresa, junto com investidores privados, começa a construir em abril 13 pequenas centrais hidrelétricas em Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. “O sistema Petrobras está incentivando a geração por PCHs para aproveitar o potencial hídrico do país”, observou Costa.


A BR também constrói duas unidades de cogeração nos aeroportos de Maceió, em Alagoas, e Congonhas, em São Paulo, que ficarão prontas em abril e outubro, respectivamente. A estatal negocia a instalação de uma unidade no aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, com a Infraero.


BR Distribuidora começa em abril construção de PCHs
Empreendimentos, feitos em parceria com a iniciativa privada, receberão R$ 1,3 bilhão. As 13 usinas produzirão 291 MW a partir de 2007


A.Canazio,CanalEnergia


A BR Distribuidora marca em abril sua entrada no mercado de geração hidrelétrica com o início da construção de 13 pequenas centrais hidrelétricas no país. O ambicioso projeto demandará investimentos de R$ 1,3 bilhão, dos quais 80% financiados peloBanco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e poremissão de debêntures. O restante será dividido entre a BR e os sócios privados dos empreendimentos, que detêm participação de 51%. As PCHs ficarão nos estados de Espirito Santo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.


Os empreendimentos tiveram a energia totalmente comercializada dentro do Programa de Incentivo às Fontes de Energia Elétrica. As PCHs serão responsáveis pela produção de 291 MW dos 1,1 mil MW garantidos peloProinfa para o segmento. “A BR entrou nos projetos ao longo do processo de contratação da energia”, disse Renato Andrade Costa, gerente de Soluções Energéticas da BR Distribuidora. O executivo ressaltou que a empresa entrou como parceiro estratégico para estimular o crescimento de geração distribuída no país e gerar valor para a própria BR.


Segundo Costa, a BR Distribuidora não descarta a entrada em novos projetos ainda este ano. “Faz parte do novo planejamento estratégico da empresa desenvolver projetos com as diversas fontes de energia, em busca da diversificação da matriz energética do país”. O gerente, no entanto, frisou que a empresa está focando na implantação das 13 usinas, que devem iniciar produção até o final de 2007. Costa participou nesta segunda-feira, 6 de março, do Seminário Internacional “Gerenciamento Sustentável de Resíduos no Brasil”, promovido pela Coppe/UFRJ, no Rio de Janeiro.

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