Ibama pede complementações ao EIA do Complexo do Rio Madeira
Órgão ambiental foi até local onde serão construídas usinas para comparar informações contidas no estudo com a realidade
CanalEnergia
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Energias Renováveis finalizou o parecer técnico de análise do estudo de impacto ambiental (EIA) doComplexo do Rio Madeira (RO, 6.450 MW). A conclusão dos técnicos é de que, em alguns aspectos, os estudos precisam ser adequados e, em outros, complementados com mais informações sobre os meios físico, biótico e socieconômico. A equipe estive in loco no mês passado para comparar as informações contidas no estudos com a realidade local. No aspecto físico, o Ibama destacou a necessidade de apresentação de estudos e informações mais detalhadas sobre a expectativa de vida útil dos reservatórios das duas usinas que compõem o complexo, levando em conta a eficiência de retenção de materiais transportados por arrasto das águas. Os técnicos também solicitaram a apresentação dos gráficos dos estudos das águas paradas em uma escala maior e mais nítida que a já apresentada. No campo biótico, os estudos deverão especificar melhor as espécies de fauna existente, principalmente dos peixes. O Ibama solicitou ainda que os responsáveis pelos estudos, Furnas e Odebrecht, façam uma avaliação do impacto das perdas de áreas de lazer e turismo e a alteração do potencial turístico local nas áreas compreendidas entre Jirau e Santo Antonio, entre outras ações socioeconômicas. Comentários Nada de “entraves” ambientais. As exigências do IBAMA são perfeitamente cabíveis e visam proteger o meio ambiente e o eco-sistema. É para isso que existe o órgão.