Plano estratégico de energia para a América Latina será analisado
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Um comunicado de imprensa divulgado pela Secretaria do Mercosul afirma que estavam na reunião os representantes diplomáticos credenciados no bloco e a Aladi (Associação Latino-Americana de Integração), ambos com sede em Montevidéu.
A reunião se desenvolveu desde sexta-feira, presidida pelo argentino Carlos “Chacho” Álvarez, titular do Comitê de Representantes.
Participaram do encontro representantes dos cinco países do Mercosul –Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela e Uruguai– e foram convidados os associados Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e Equador.
Estes países convidados entraram em acordo sobre uma agenda de temas não-comerciais para trabalhar daqui em adiante, entre os quais está o desenvolvimento de uma política energética em nível de toda América do Sul.
Álvarez informou à imprensa que está propondo a “criação de um Observatório Energético, como organismo base para a implementação de uma estratégia, que inclua todos os países da região sul-americana”.
Dentro do Mercosul avançou-se recentemente na idéia de um gasoduto da Venezuela até a Argentina.
Mas é de consenso geral que a região tem uma grande potencialidade energética e que se deveria pensar em termos de uma estratégia e infra-estrutura de todo o subcontinente.
Além disso do assunto energético, foi incluído o desenvolvimento de políticas comuns em questão social e de estratégias de redistribuição de renda, em uma região que tem um dos índices mais desiguais do planeta.
Dentro do Mercosul, Álvarez colocou aos presidentes dos cinco países a criação de um Instituto Social permanente no bloco, para unificar os diagnósticos e as políticas em questão social, com um capítulo especial para as zonas de fronteira, iniciativa que agora se estende a toda a região.
Na reunião também foi iniciada a análise de uma lista de acordos e normas comuns que poderiam ser incorporados automaticamente por todos os países.
Exemplos disto são os tratados sobre extradição, que praticamente regem entre todos os estados do cone sul mediante acordos bilaterais, assim como o programa “Mercosul livre de aftosa”, ao que já se incorporaram Bolívia e Chile.