BRASIL QUER TRANSFORMAR ETANOL EM PRODUTO ENERGÉTICO MUNDIAL(*)
O Brasil convocará países produtores e consumidores de etanol para uma reunião de alto nível, em setembro. O objetivo é transformar o produto em “commodity” energética com cotação internacional, a exemplo do petróleo. O governo pretende desenvolver um “Fórum de Etanol”, mecanismo informal com participação de parceiros como EUA, União Européia, China e Índia, afim de criar bases para um mercado global do produto.
“O etanol é tratado como produto agrícola, mas o Brasil quer transformá-lo em commodity cotada internacionalmente“, afirma o ministro Antonio Simões, diretor do Departamento de Energia do Itamaraty, criado no mês passado em plena crise do gás com a Bolívia.
“Queremos fazer como as sete grandes companhias do petróleo fizeram no passado, para estabelecer padrão, infra-estrutura e garantia de suprimento.” A idéia do Itamaraty é que os governos devem ser o catalisador no caso do etanol, porque não há setor privado forte como havia no petróleo, onde as sete grandes chegaram a controlar 75% das reservas (fora a ex-União Soviética). Brasil e EUA representam 70% do mercado global do produto. Para Simões, o país pode plantar milhões de novos hectares de cana e multiplicar por quatro a produção, sem causar danos ao meio ambiente. (Valor Econômico/AEPET)
(*) Vide notícia do dia 17/07 – A energia é tema central das relações internacionais