Ibama devolve estudo e atrasa usinas do Madeira
A licitação do gigantesco complexo hidrelétrico do rio Madeira, em Rondônia, prioridade do governo federal na área energética, pode ser adiada para 2007 em razão de problemas ambientais.
O projeto, que exigirá no mínimo R$ 20 bilhões em investimentos, conta com duas hidrelétricas no município de Porto Velho, que somam 6.450 megawatts – pouco mais da metade de Itaipu.
O governo pretendia licitar a concessão do Madeira em junho. Mas, no dia 7 de julho, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pelo licenciamento, devolveu o estudo de impacto ambiental realizado por Furnas e pela Odebrecht, por considerá-lo insatisfatório. As empresas deverão agora refazer alguns dos 29 pontos do relatório questionados pelo Ibama e submetê-lo a reavaliação. Esse processo, porém, pode tomar de quatro a cinco meses e comprometer a licitação das usinas neste ano.
Para que não ocorra sério problema de oferta de energia em cinco anos, as obras do Madeira deverão ter início até agosto de 2007. Depois disso, as cheias do rio não permitirão o início da obra, que teria que ser adiada por mais um ano.
Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal criada pelo governo Lula para planejar o setor elétrico, afirma que as distribuidoras de energia já fecharam contratos suficientes para atender à demanda até 2010 e que o leilão do Madeira está previsto para novembro – tempo ainda suficiente para que o início da geração de energia se dê dentro do previsto, em 2011. Mas um relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aponta que a partir de 2009 não há um megawatt sequer a ser somado ao sistema nacional que venha de usinas que não tenham algum problema de ordem ambiental, judicial ou econômica. L.Coimbra, Valor
O governo pretendia licitar a concessão do Madeira em junho. Mas, no dia 7 de julho, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pelo licenciamento, devolveu o estudo de impacto ambiental realizado por Furnas e pela Odebrecht, por considerá-lo insatisfatório. As empresas deverão agora refazer alguns dos 29 pontos do relatório questionados pelo Ibama e submetê-lo a reavaliação. Esse processo, porém, pode tomar de quatro a cinco meses e comprometer a licitação das usinas neste ano.
Para que não ocorra sério problema de oferta de energia em cinco anos, as obras do Madeira deverão ter início até agosto de 2007. Depois disso, as cheias do rio não permitirão o início da obra, que teria que ser adiada por mais um ano.
Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal criada pelo governo Lula para planejar o setor elétrico, afirma que as distribuidoras de energia já fecharam contratos suficientes para atender à demanda até 2010 e que o leilão do Madeira está previsto para novembro – tempo ainda suficiente para que o início da geração de energia se dê dentro do previsto, em 2011. Mas um relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aponta que a partir de 2009 não há um megawatt sequer a ser somado ao sistema nacional que venha de usinas que não tenham algum problema de ordem ambiental, judicial ou econômica. L.Coimbra, Valor