Energia, bem escasso na Argentina
J.Rocha, Valor
Os fortes índices de crescimento da economia argentina, de 8% a 9% ao ano, estão apoiados em um delicado equilíbrio energético.
A produção de petróleo caiu 3,18% no primeiro semestre deste ano, depois de ter baixado 5% em 2005.
A de gás subiu 1,5%, apenas para compensar a queda de 1,4% no ano passado.
De acordo com a Standard & Poor´s, a demanda por energia elétrica no país cresceu 25% desde 2002, para 17,4 mil megawatts. A capacidade de produção é superior a 24 mil MW, mas por razões técnicas só 18 mil MW estão disponíveis.
Empresários têm manifestado preocupação com a possibilidade de um apagão já no próximo ano. O maior problema é que a produção de petróleo não pára de cair: em 1998, foram 50 milhões de metros cúbicos e em 2005, 38,5 milhões. A Argentina pode passar de exportadora a importadora líquida de petróleo cru, por falta de investimentos na exploração de novas jazidas. Dos cerca de 990 poços existentes, só 123 são descobertas recentes, e a maioria são poços maduros, muitos já perto do esgotamento.