Os vilões do crescimento


O que impede o Brasil crescer




A área de meio-ambiente acabou sendo “culpada” pelo ridículo índice de crescimento econômico do Brasil e a ministra Marina está na “frigideira”, mesmo sendo muito próxima do Presidente Lula e bastante respeitada pelos ambientalistas no mundo todo.


Mas um levantamento recente da Aneel mostra que as coisas não são bem assim.


Das 38 usinas hidrelétricas em projeto e construção, com capacidade instalada total de 8800 MW, a agência concluiu que 13 usinas, que representam cerca de 34% do total, estão impedidas de iniciar sua operação, mas todas já têm sua licença prévia ambiental concedidas. Os problemas que impedem as usinas de iniciar a produção de energia elétrica nada têm a ver com a área ambiental.


Além disso, outras 17 usinas estão atrasadas por causas consideradas “graves”. Isso representa quase 45% do total.


Parte dos “embargos” deve-se a ações judiciais, principalmente do Ministério Público, nenhuma relação com o Ministério do Meio Ambiente. A Justiça alega que isso ocorre devido a uma superposição de leis e normas nas três esferas do poder, municipal, estadual e federal.


Todos esses problemas são do conhecimento do governo federal que já está tentando implementar ações positivas para resolvê-los. Mas não são soluções fáceis e encontram resistências mesmo no interior do poder central. Sejam quais forem as soluções para cada caso, muitos interesses serão contrariados e ainda se ouvirá muita crítica.


Uma das polêmicas mais acirradas é a de concluir a usina termo-nuclear de Angra 3 e construir mais 4 outras usinas nucleares, nas regiões nordeste e sudeste. Essas concessões, por incluírem uso de materiais radioativos, seriam de competência federal, segundo a tendência dominante.


Muita água ainda vai correr “debaixo da ponte” até quer tenhamos esse assunto equacionado e as soluções implementadas.


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