Sobre as mudanças na Eletrobrás



Nesta página eletrônica pode ser acessada matéria intitulada Mudança Geral na Eletrobrás, sobre as intenções do governo, mais especificamente da casa civil do Planalto, sobre a Eletrobrás e suas denominadas subsidiárias.


Plagiando Paulo Nogueira Batista Jr. fazemos um patético apelo: por Deus e pela Santíssima Trindade parem para pensar. Reavivem nas memórias a história do setor elétrico. Em seguida tentem fazer prevalecer o bom senso. Não aumentem a centralização. Na absoluta maioria das vezes ninguém se arrepende de organizar sistemas e empresas descentralizados.


Simplificar e evitar o enrijecimento das estruturas de gestão é sempre muito positivo, mas submetê-las a centralismo aponta para o inevitável burocratismo velho de guerra com conseqüências terríveis. Nem tocaremos aqui nos danos causados pelo aparelhamento partidário e/ou sindical. Ficamos numa séria conseqüência no meio e no extremo da cadeia de gestão: o “marchalentismo”. A inviabilização do cumprimento eficaz e eficiente dos cronogramas dos empreendimentos. No curto e médio prazos, quando continuam ativas as seqüelas da destruição das equipes na década passada, podemos duvidar do cumprimento do cronograma da expansão da geração e transmissão nos próximos cinco a dez anos.


Não venham com redução de custos. É uma premissa falsa nas idéias em gestação. Mesmo que aqueles que gestam essas idéias possam racionalizar aritmeticamente essa vantagem financeira, as outras conseqüências negativas futuras de tal sistema centralizado superarão de longe essa alegada vantagem.


Exercendo pessimismo político estaríamos autorizados a diagnosticar que a chefia e a equipe da casa civil mantém seus conceitos de juventude sobre as benesses ortodoxas do centralismo, em especial do “centralismo democrático”: um triste anti-pleonasmo. Nesse aspecto pedimos: abandonem os velhos hábitos e costumes totalitários de pensamento e ação !


No final do texto acima referido, aparece o detalhe gestionário que mais terror causa. A concentração da gestão das atividades de aquisição de equipamentos e materiais principais na ” holding”. Nesse ponto é que apelamos ainda com mais ênfase para Deus e a Santíssima Trindade. E, na próxima semana, para o Papa que dizem , os que acreditam, ser um poderoso intermediário.


Desde sua fundação o Ilumina tem objetivos estatutários que apregoam a busca permanente de instrumentos e mecanismos de controle das empresas PÚBLICAS pela sociedade . Naveguem na nossa página e procurem diversos textos que reiteram e detalham essa linha. Pela busca radical desse caminho é que o governo deveria iniciar a mutação da gestão da coisa pública.

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