Conde briga por controle do Real Grandeza (FRG= Fundação Real Grandeza)
Sucursal Rio, Valor
| A nomeação do atual presidente de Furnas, o ex-prefeito Luiz Paulo Conde, foi envolta em polêmica e entrou na divisão de cargos para o PMDB no governo federal e apoiada pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Conde tomou posse em agosto em meio a manifestações, na porta da empresa, de sindicalistas e movimentos populares. Os críticos manifestam preocupação com o futuro da Fundação Real Grandeza (fundo de pensão dos funcionários de Furnas e um dos mais rentáveis do país). Esse grupo desaprovou a gestão que pessoas ligadas a Cunha realizaram no fundo de previdência da |
| Mas Conde foi derrotado por seis votos a zero na assembléia marcada para destituir o executivo, que é funcionário de carreira. O presidente de Furnas diz que não tem nada contra Fontes “pessoalmente”, mas acha que o fundo deveria investir mais em projetos da patrocinadora. “Se ele investisse mais aqui teria mais rentabilidade. Minha cisma é só essa. Não tenho nada contra ele”, diz Conde. |
| Mas as regras para aplicações de fundos de pensão estabelecem restrições legais que limitam a 5% do patrimônio os investimentos em uma única empresa, não importando se é a patrocinadora ou não. A exceção é para compra de ações de Fundo de Investimento em Participações (FIP). Para investir em SPEs um fundo de pensão tem limite de 25% que pode aumentar para 40% se ele estiver junto com a patrocinadora. Furnas tem 39% da SPE da usina de Santo Antonio. |
| Conde diz que nem ele e nem o PMDB indicaram os diretores de Furnas. E cita como exemplo diretores que tiverem indicações como o diretor financeiro Henrique Mello de Moraes, sugerido pelo ex-presidente do Senado Renan Calheiros. (CS e HM) |