Estranha opção pelas térmicas em detrimentos das hidrelétricas
Participando de seminário do Grupo de Estudos de Energia Elétrica da UFRJ, o presidente da EPE, Empresa de Pesquisa Energética, afirmou que o resultado da pesquisa mensal mostrou uma alta no consumo de energia elétrica industrial, mas minimizou o fato justificando se tratar de movimento de recuperação de estoque. No total, a projeção do consumo de energia elétrica deverá ter uma revisão para baixo.
Um fato significativo foi o questionamento que ele fez sobre a preferência dos órgãos ambientais do governo por usinas térmicas, em comparação com as hidrelétricas. Declarou que acha estranha essas preferência e chegou mesmo a afirmar que:
Fico indignado com a opção do setor ambiental que acha que, para o Brasil, a térmica é melhor . Avaliação estranha, disse.
Mais estranho ainda é que depois assinalar que apenas uma hidrelétrica recebeu licença prévia enquanto 93 térmicas obtiveram a mesma autorização, em 2008, e o quanto essa opção vai causar de aumento de emissão de gás carbônico, os ambientalistas fiquem surpresos e indignados.
Indignado fico eu de ver esse absurdo, ou seja, em nome do meio ambiente nunca se fez tanto mal ao meio ambiente, declarou Tolmasquim.
Segundo o presidente da EPE, para 2009 a empresa tem como meta reverter essa preferência da área ambiental do governo pelas térmicas e aproveitar a capacidade hidrelétrica brasileira, que hoje está em um terço do total.
O Ilumina vê com muitos bons olhos essa decisão da EPE mas assinala que o lobby pelas termelétricas é bastante forte e conta com o apoio material dos setores interessados comercialmente na implantação de usinas térmicas, setores esses que pouca importância estão dando para o aquecimento global. Há que se assinalar que apesar da generalização feita, muitas entidades ambientalistas têm críticas às decisões oficiais.