Acidente radioativo em Angra II


A NOTÍCIA



AEletronuclear e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmaram dia 26, o acidente ocorrido no dia 15, onde houve vazamento de partículas radioativas na Usina ANGRA II,inicialmente divulgado por uma ONG da cidade deAngra dos Reis. Ovazamento, pela versão oficial, ocorreu no dia 15 de maiodentro de uma câmara de descontaminação e ficou restrito à área controlada da usina.


O “incidente” provocou contaminação leve nas roupas, pantufas, mãos e rostos de quatro funcionários, segundo o relatório de atividades do serviço de inspeção da CNEN.


Três funcionários foram levados para o CRMI -Centro de Medicina das Radiações Ionisantes, onde passaram por um processo de descontaminação. A CNEN informouque os quatro trabalhadores “foram contaminados em níveis abaixo de 0,1% dos limites estabelecidos em norma para os trabalhadores”.


UMA OPINIÃO


Rafael Ribeiro, da Sapê-Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, a ONG que divulgou a notícia, defende mudanças no sistema de informações sobre acidentes eminstalações nucleares.


“Há anos estamos propondo a criação de um controle social sobre a operação das usinas, formado por organizações sociais, executivos e legislativo municipal. A medida serviria para dar maior controle social, mais segurança à população e confiabilidade às usinas. Mas a medida não combina com as práticas autoritárias da indústria nuclear”, afirma Ribeiro. “O que nos daria maior segurança e menos aflição é ter um sistema no qual a gente confie.”


“Veja como a questão é importante e as informações são travadas.Caso aconteça um problema grave, muitas barreiras terão que ser vencidas”


Segundo consta, Rafael soube do ocorrido em conversa casual na rua em Angra.

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