Comentário: É fácil rotular o ILUMINA como um instituto “contra o mercado”. Daí, para dizer que somos contra a iniciativa privada, contra o respeito à liberdade individual, contra negociações livres é ainda mais fácil. A partir desse preconceito, os títulos de “estatizante” e “socialista” são quase instantâneos.
Infelizmente, esse é a filosofia dominante no Brasil. Como exemplo de ideologias oclusas, os nossos governantes adoram criticar os recentes protestos contra o transporte público, um serviço privado de péssima qualidade no Brasil, lá de Paris, cidade cujo sistema de transporte urbano é todo da prefeitura da cidade. Mas, apesar dos nossos graves sintomas, ninguém aventa a possibilidade de imitar Paris. Dado o uso político das nossas estatais, temos que concordar com os críticos, mas será que o Brasil está tomando decisões sensatas ou apenas segue o mantra “quem resolve é o mercado”.
Essa é apenas uma introdução para, depois de lida a reportagem abaixo, perguntar: O que a confusão relatada no texto tem a ver com mercado? Dois preços para conseguir 1 MWh a um preço absurdo? Um preço pode-se dizer que é de um programa de computador, o NEWAVE. O outro é o do Operador do Sistema, que não acredita muito no primeiro. Além de complexo, tudo isso é custo!
Tudo isso para confessar que o mercado fica a mercê do humor de S. Pedro!

Jornal da Energia – 13/06/13
Fonte convencional para maio encerrou o período de negociação na Brix a R$357,09 MWh
O preço da energia elétrica de fonte convencional para entrega no mês de maio para o submercado Sudeste/Centro-Oeste encerrou o período de negociação na plataforma Brix, de 9 de maio a 7 de junho, a R$357,09 MWh, alta de 52,2% em comparação ao patamar de fechamento do mês anterior.
O valor é determinado pela somatória do índice Brix Convencional e do Preço de Liquidação das Diferenças da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), agora chamado PLD1 por conta da Resolução CNPE 03.
A mesma resolução também introduziu temporariamente no mercado o PLD final, obtido pela soma do PLD1 e do “delta PLD”, que reflete parte do custo de operação das térmicas. Em média, a energia elétrica de fonte convencional para entrega no mês de maio (submercado SE-CO) foi negociada na plataforma a R$ 377,20 MWh.
“Esta forte alta do preço da energia foi causada por chuvas abaixo do esperado para o mês de maio, que resultaram em uma disparada do PLD1 – alta 75% na comparação com o mês de abril” comenta Marcelo Mello, CEO da Brix.
Ainda assim, o preço da energia não refletiu integralmente a alta do PLD1, pois foi compensado em parte pela queda do prêmio de mercado.