A insustentável leveza da estagnação


O que têm em comum os senhores Jerson Kelman, ainda Diretor Geralda Aneel, Israel Klabin, empresário, Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobrás, Rubens Ricupero, diplomata, aquele mesmo da parabólica e a sra. Maria Silvia Bastos Marques, economista?


São todos membros do Conselho Curador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável ((FBDS) e no dia 14/01publicaram um artigo no jornal O Globo intitulado: Estagnação insustentável.


A tese defendida é interessante: “O conceito de desenvolvimento sustentável é fundamental para adequar o modelo econômico e permitir que, no futuro, o vetor ambiental, o social e o econômico se fundam numa resultante que garanta melhor qualidade de vida às novas gerações”


Até aí tudo bem, mas a frase seguinte diz: “Ou, na pior das hipóteses, a mesma que nós usufruímos“.


Como assim? O desenvolvimento sustentávelé para melhorar ou já estamos satisfeitos com a atual qualidade de vida? E porque “no futuro”? Será que não merecemos no presente? Entendemos que a qualidade de vida dos postulantes deve ser muito boamas isso não se pode generalizar para toda a população, nem mesmo para a maioria dela.


Mais adiante afirmam que o licenciamento ambiental de empreendimentos que ultrapassem as fronteiras estaduais deva ser feito somente pelo governo federal e não deve ser decididolevando-se em conta somente os impactos locais. “É preciso considerar, também, as alternativas e os trade-off”.


O que parecia uma boa tese, ou seja, deixar que os problemas locais não afetem o licenciamento, acaba por se tornar, pela argumentação usada, uma oportunidade de negócios. Para quem, cara-pálida? Será que “limitar” a oferta de eletricidade para os milhões de consumidores brasileiros é um mau negócio?


Quanto à função do ente público, concordamos com a frase da ministra Marina Silva, citada: “Não basta dizer não pode. É preciso dizer como pode“.


Também somos inspirados por essa atitude ética.



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