A participação do gás na matriz brasileira e o PLANGÁS

OPINIÃO



MUDANÇAS EM ANDAMENTO


Apesar dos problemas ocorridos e o ambiente de incertezas criados com a crise do fornecimento de gás natural da Bolívia, segundo noticiam os jornais, o novo PLANGÁS-Plano Nacional do Gás, prevê um crescimento significativo na participação do gás natural na Matriz Energética Brasileira, passando dos atuais 9% aproximadamente, para volume equivalente a 15% em 2030, o que corresponde a um consumo em torno de 270 milhões de metros cúbicos por dia, contra os 42 milhões verificados na média do ano de 2006. Nos últimos 15 anos, a participação do gás natural evoluiu de 3% para 9% na matriz nacional.


Segundo o Governo, isto será possível, com um aumento de 250% na oferta, e consequentemente, nas vendas do gás natural de origem nacional (passando de 42 para 150 milhões de metros cúbicos diários), sendo necessário aindacomplementar com a importação de um volume 5 vezes maior que o atual (passando de 24 para 120 milhões de metros cúbicos diários).

Para que esses números sejam factíveis, será necessário um esforço considerável, pois além da ampliação da infra-estrutura de gasodutos de transporte (talvez inclusive do GASBOL- gasoduto Brasil-Bolívia), e de distribuição (responsabilidade das distribuidoras nos Estados), do aumento na produção dos atuais e entrada em funcionamento de novos campos no país, da construção de novas unidades de processamento, e de instalação de unidades de gaseificação para GNL (gás natural liquefeito) importado, a política de preços precisará ser bastante favorável para estimular o consumo. No Brasil, o segmento que mais tem crescido no consumo de gás natural é o automotivo.

Além de tudo isso, não se pode ignorar a evolução já existente e a expectativa de significativo aumento na utilização do alcool, do biocombustível, e de outras fontes renováveis, o que é uma grande vantagem comparativa para o país.

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