AIE defende energias limpas

AIE defende mais investimentos em desenvolvimento de tecnologias limpas

Agência alerta que governos estão dando mais subsídios as fontes fósseis do que as energias renováveis

Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, PeD e Tecnologia, 06/04/2011


A Agência Internacional de Energia lançou nesta quarta-feira, 6 de abril, o estudo “Clean Energy Progress Report”, que detalha os avanços e os desafios para a consolidação das fontes de energia limpa na matriz energética mundial. Uma das principais conclusões do estudo é que os governos mundiais estão dando mais subsídios as fontes fósseis do que as limpas. Além disso, o estudo defende uma aumento nos investimento em pesquisa e desenvolvimento das tecnologias limpas.
Segundo o estudo, foram gastos, na última década, US$ 56 bilhões em pesquisa para energia nuclear, US$ 22 bilhões para combustíveis fósseis e US$ 17 bilhões para energia renováveis e eficiência energética. Por isso, o relatório propõe que seja feito um realinhamento dos subsídios aos combustíveis fósseis para apoiar as fontes limpas. Os recursos, de acordo com o relatório, poderiam vir de mecanismos de mercado, como taxação das emissões de carbono e leilões de permissões de emissão.
Os governos poderiam ainda prover incentivos para incrementar os investimentos privados em energia limpa através de redução de impostos e parceiras público-privadas. Adicionalmente, a AIE sugere que os países deveriam desembolsar os fundos prometidos para projetos de demonstração de captura e estocagem de carbono, principalmente, os voltados para térmicas a carvão. Este foi responsável pelo atendimento de 47% da nova demanda de energia da última década.
O estudo foi apresentado no encontro ministerial promovido pela AIE, o Clean Energy Ministerial, que termina amanhã (7), em Abu Dhabi. Entre outras recomendações, o estudo chama a atenção para o incentivo a eficiência energética. Os governos, para a agência, deveriam ter políticas voltadas para todos os setores para conseguir ganhos de eficiência sustentáveis.
A AIE pede ainda o apoio governamental ao desenvolvimento de veículos elétricos e híbridos, que devem somar uma frota de 20 milhões em 2020. As tecnologias de geração de energia eólica e solar são as que mais se desenvolvem em todo o mundo. Por outro lado, a energia hidrelétrica continua a ser a fonte renovável mais usada no mundo. O Brasil é destacado pelo uso da energia hídrico e pelos biocombustível e a cogeração pela biomassa. Para acessar o relatório completo, em inglês, clique aqui.



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