Alta tensão
A Light, persidida por Michel Gaillard, tem US$ 1 bilhão em títulos vencendo no primeiro semestre deste ano, ligados à compra da
Metropolitana. O fato ajuda a explicar o porquê da expressiva queda das ações da empresa no pregão de ontem. A companhia tinha
engartilhada uma operação coordenada pelo Bozano, Simonsen, provavelmente um empréstimo-ponte, da ordem de US$ 130 milhões, mas a
crise obrigou de início ao adiamento para março e, agora, pode forçar um rearranjo geral de estratégia. Dependendo da evolução dos juros,
pode se tornar mais conveniente uma captação interna para honrar o compromisso externo.
Baixa tensão
Do outro lado da linha, a VBC (Votorantim, Bradesco, Camargo Corrêa) festeja o acerto da opção de rolar só metade dos US$ 250 milhões
em bonds que venceram em 23 de dezembro. Caso os aliados de Antônio Ermírio de Moraes tivessem preferido a rolagem integral, como
chegou a ser ofertado pelos bancos em taxas até atrativas, a VBC, braço dos grupos para o setor elétrico, acordaria com uma dívida 10%
maior em reais sem ter feito novos gastos. Nunca é demais lembrar, contudo, que a mididesvalorização torna ainda mais distantes as
perspectivas de uma reabertura imediata dos mercados de eurobônus e yankee bonds para empresas brasileiras.