PETROBRÁS E SUAS USINAS A GÁS
O Ilumina tem posição firme, repetida ad nauseam nesta página, sobre a gestão e o controle público das empresas energéticas. Já registramos nosso cepticismo em relação à adoção de instrumentos e mecanismos de controle pela sociedade dessas empresas quer, obviamente, por governos neoliberais, quer pela aliança liderada pelo PT.
O programa de governo para a área de energia, lançado pelo PT com a presença do candidato Lula no dia 30 de abril de 2002 no auditório do Clube de Engenharia, tangenciava esse ponto evitando o detalhamento necessário.
O episódio da substituição de diretores da Petrobrás, especificamente do engenheiro Ildo Sauer, permitiram que a imprensa e o próprio Ildo em sua carta de despedida nos lembrassem as discordâncias entre os militantes petistas que foram convidados a participar do grupo elaborador do programa mencionado acima e que ocuparam cargos ministeriais e empresariais a partir de 2003. Poderíamos dizer que venceram aqueles mais autoritários. O governo esqueceu o programa de 30/04/2002, substituindo o desastre implementado pela privataria para o setor elétrico pelo modelo que passou a ser denominado HÍBRIDO.
Os pensadores do modelo (ou seria um não-modelo?) neoliberal pretenderam construir 50 usinas a gás natural. Foram concretizadas 22 usinas das quais 12 foram construídas ou assumidas pela Petrobrás.
Interrompemos essa história agora. Mas, repentinamente ocorre ao Ilumina levantar as seguintes questões, convenhamos pertinentes:
O que a Petrobrás teria a ver com geração de energia elétrica para o sistema interligado?
Não seria o caso dela restringir seu papel nessa área ao fornecimento do insumo gasoso a preços definidos de modo competente e transparente?
Porque não transferir a propriedade, a operação e a manutenção das 12 usinas, por simples critério geográfico, para as empresas regionais geradoras do grupo Eletrobrás?
26/09/2007