No escuro
Risco dobrado de racionamento em 2011
Regina Alvarez e Ramona Ordoñez – O GLOBO On Line, 9/7/07
Uma reportagem publicada no jornal O GLOBO nesta segunda-feira mostra que o crescimento da economia, o aumento do consumo de energia no primeiro semestre e os entraves na área ambiental para os investimentos em energia reforçam a previsão dos analistas sobre o risco de um novo apagão em quatro anos.
As projeções são compartilhadas até mesmo por correligionários do Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador Aloizio Mercadante (SP), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), diz que os riscos estimados para a falta de energia é duas vezes maior que os 14% que eram projetados para 2001, quando houve o último racionamento.
A previsão é de que poderá haver uma crise em 2011, quando começará um novo governo, com risco de racionamento que varia de 16,5% a 30%.
Para o presidente da Empresa Brasileira de Energia (EPE), Maurício Tolmasquim, no entanto, as projeções já divulgadas sobre a oferta de energia nos próximos quatros anos contêm equívocos.
Para Mercadante, a alternativa nos próximos quatro anos é investir em fontes alternativas, como usinas que produzem eletricidade a partir do bagaço da cana, na carona da explosão do mercado do etanol.
Já Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), acha que as dificuldades do governo irão se refletir no preço:
– A partir de 2008, se não tiver apagão, vai ter tarifão -afirma.