Morales insiste em negociar gás só com Lula
Sergio Leo, Valor12/09/2006
A quatro dias da chegada de uma missão do governo brasileiro à Bolívia, para retomar as negociações sobre o preço do gás fornecido ao Brasil, o presidente boliviano, Evo Morales, voltou a declarar-se seguro de que o Brasil tomará uma decisão política, e que um aumento no custo do combustível terá pouco efeito sobre a economia brasileira.
Morales quer ampliar o processo de nacionalização de empresas. O anúncio ocorre em meio a um “inferno astral” para seu governo, que, como reconheceu ontem o presidente, tem enfrentado dificuldades geradas pela “falta de experiência na administração”, até para executar o orçamento.
Comentário
Uma coisa é o interesse político do governo brasileiro em negociar com o governo boliviano, o que seria uma negociação entre países vizinhos e que se respeitam.
Outra coisa é a negociação da empresa multinacional brasileira, que defende os interesses dos seus acionistas e que visa em última análise o lucro.
Está difícil “costurar” esse tecido.