E 2009 começou há apenas 14 dias…


Desesperanças para 2009




No final de 2008 todos nos desejamos Feliz Ano Novo.


Agora vamos caindo na realidade de 2009 que, mal iniciado, já traz más notícias e desesperanças.



Vejamos:


Nos EUA, o Sr. Steven Chu, que será o Secretário de Energia no governo Barack Obama, em quem todos depositavam grandes esperanças de mudanças na matriz energética, baseados no seu perfil acadêmico no Laboratório Nacional Lawrence em Berkeley, Califórnia e também no seu Nobel de Física, acaba de reconhecer perante a comissão do Senado que o está sabatinando, que os EUA não têm condições de abandonar o uso do carvão como uma de suas principais fontes de energia. Metade da eletricidade consumida pelos americanos vem de usinas térmicas a carvão que contribuem largamente para aumentar as emissões de gás carbônico na atmosfera.



No Brasil, o Sr. J.K., ao deixar a direção-geral da ANEEL após 4 anos de mandato, declarou que a iniciativa do governo no ano passado de deixar as termelétricas ligadas mais tempo do que o necessário para cobrir os déficits das hidrelétricas, custou ao país R$1,7 bilhão, que o consumidor não viu mais vai sentir no bolso na hora de pagar a conta da luz.


Já a ABRACE, informou que o consumidor brasileiro de energia pagará R$25 milhões por semana para manter ligadas as três térmicas que o ONS afirma serem necessárias para consumir o gás da Bolívia. “Estamos ajudando a Bolívia, como ajudamos a Argentina”, declarou o presidente da ABRACE. O custo para manter essas termelétricas ligadas é repassado às tarifas de energia por meio da conta ESS ( Para maiores esclarecimentos consultar o artigo O que pagamos com a CONTA DE LUZ, publicado pelo Ilumina em 11/11/2008 ).


Já a Duke Energy divulgou dados de um trabalho encomendado ao CBIE em que afirma que o ano 2009 será de preços mais elevados e uma matriz energética mais suja, devido à tendência de geração (de energia elétrica) com combustíveis fósseis.


Nesta mesma página do ILUMINA os leitores poderão encontrardiversos artigos onde especialistas advertem para a “fossilização” de nossa matriz elétrica. Este é um caminho inverso do que seria desejável em um país onde a energia renovável é abundante.


A quem creditaremos esses descaminhos?


Que tal ao modelo mercantilista?


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