Eficiência energética, lição do apagão

Comentário


O ILUMINA vê com bons olhos o uso da eficiência energética pelos consumidores, sejam comerciais,industriais, residenciais ou públicos. Essa prática ajuda o país e o planeta em todos os sentidos.Éuma lição de cidadania.


Poupar energia, sem diminuir as vantagens de seu uso, e em alguns casos até aumentando, é um sinal de maturidade do consumidor.


O meio ambiente e aeconomiaagradecem!


Indústria ganha eficiência energética no pós-apagão



Samantha Maia e Vera Saavedra Durão, Valor





Seis anos após o racionamento de energia elétrica, a busca pela eficiência energética foi incorporada ao dia-a-dia das empresas, por motivos que incluem a redução de custos e a preocupação com a oferta futura. Na indústria, ocorreu um forte incremento na produtividade elétrica. Nos cinco anos antes do racionamento, a cada 1% de aumento da produção, o consumo de energia elétrica crescia 2%. Após o “apagão”, essa relação caiu pela metade e passou a ser de um para um. A principal razão para essa busca de eficiência é o custo do insumo para o setor, que subiu 57% acima da inflação entre 2001 e 2006 para os clientes cativos das distribuidoras.






A Sadia reduziu em 11% seu consumo de energia por tonelada de alimentos produzidos nos últimos quatro anos, com um programa focado na otimização dos equipamentos e troca de lâmpadas. Na Basf, a participação do gás na matriz energética já alcança 70%. A Oi está aumentando a compra do insumo no mercado livre e o Pão de Açúcar começa a segunda fase de um programa cuja primeira etapa permitiu reduzir em 6% o consumo de energia em 162 lojas.






Mesmo para as empresas que compram energia no mercado livre (mais barata que a das distribuidoras), a oferta futura não está garantida e a renovação dos contratos nos próximos anos deve resultar em preços mais elevados. De olho na queda de atratividade do mercado livre, as distribuidoras – como Eletropaulo e Cemig – vêem uma oportunidade de recuperar antigos clientes. Para isso, a obrigação de investir 0,5% da receita operacional líquida em programas de uso racional de energia junto aos consumidores tem sido voltada para programas de economia em parceria com grandes clientes.







As empresas também começam a investir em programas de autogeração de energia. Essa foi a opção da Klabin para garantir a expansão de sua fábrica em Monte Alegre, no Paraná. No próximo ano, a companhia irá produzir 80% da energia que consome, por meio de biomassa. Na Oi, 28 dos 700 prédios espalhados pelo país já consomem energia adquirida no mercado livre, que em alguns casos provém de biomassa do bagaço de cana



Procel ensina setor a fazer economia







O Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel) da Eletrobrás acaba de firmar um convênio com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para aplicar R$ 2,5 milhões para estruturar a eficiência energética no setor industrial. Segundo George Alves Soares, secretário-executivo do Procel, a indústria brasileira é o maior consumidor de energia elétrica do país, respondendo por 47% do consumo nacional de 360 terawatts hora (equivalentes a 360 milhões de megawatts hora). Para estimular as empresas do setor a reduzirem seu consumo de energia, a Eletrobrás criou há quatro anos o Procel Indústria que já conta até maio deste ano com a adesão de 534 indústrias.






Soares considera este número baixo, dado o elevado gasto de energia do setor. Segundo ele, as perdas de energia da indústria ocorrem no que chama de sistema motriz, que são os motores e as cargas que eles acionam, mais bombas, compressores e sistema de refrigeração, com destaque para a climatização. Como não existem engenheiros especializados no sistema motriz, o Procel Indústria tem oferecido um curso inédito de 180 horas para formar professores e consultores nas práticas de eficiência energética do sistema motriz. Esses agentes treinados pelo Procel vão, por sua vez, formar técnicos dentro das indústrias que aderiram ao programa de eficiência energética da Eletrobrás. As medidas de energia do programa economizam entre 20% a 30% do consumo da indústria. (VSD, do Rio)

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