Energia do lixo na UFRJ

Petrobras pode participar da ampliação de capacidade da Usina Verde
Geradora, que produz energia a partir do lixo, usaria gás natural para aumentar potência de 0,5 para 4 MW. Energia seria suficiente para manter a UFRJ


A.Canazio,CanalEnergia


A Petrobras pode vir a participar da ampliação da capacidade da Usina Verde, que gera energia a partir do lixo, instalada no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O projeto está sendo negociado entre a estatal, a Coordenadoria dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da UFRJ e os investidores da usina. O objetivo é aumentar a potência da Usina Verde de 0,5 MW para 4 MW. “Essa energia poderia abastecer a universidade por 24 horas, o que seria um grande apoio para a Usina Verde continuar e também fazendo uma grande economia para a conta de energia da UFRJ”, contou Sergio Guerreiro, especialista da Coppe, que participa das negociações.


O incremento na capacidade da usina seria feito com o uso de gás natural, fornecido por um gasoduto da Petrobras que passa a 400 metros da geradora. Guerreiro disse que também há a possibilidade de usar o biogás produzido por um digestor anaeróbico a ser construído na Ceasa (central de abastecimento de alimentos do Rio de Janeiro). O gás natural, segundo o pesquisador, seria acionado quando o biogás fosse insuficiente para as necessidades diárias da Usina Verde.


“O projeto do digestor será financiado pela venda dos créditos de carbono existentes no biogás produzido pelo lixo orgânico da Ceasa”, explicou Guerreiro. Seria necessário a introdução de uma máquina térmica, movida a gás, para utilização de uma caldeira de recuperação, permitindo o aumento da capacidade. O estudo de viabilidade econômica, que será feito após o fim das negociações, tem previsão de durar três meses. De acordo com o pesquisador, a Usina Verde poderia fornecer energia para UFRJ no prazo de um ano a 1,5anoapós a conclusão do estudo de viabilidade.


Pesquisas – Guerreiro apresentou na última segunda-feira, 6 de março, os resultados de um estudo elaborado pela Coppe/UFRJ sobre os custos de produção da energia. Ele disse que a usina poderia passar a produzir 0,8 MWh por tonelada de lixo com a associação ao gás natural. A produção dos 4 MW previstos ficaria por US$ 50/MWh, mas com a venda de créditos de carbono da usina, o custo cairia para US$ 37 por MWh.


A Petrobras patrocinou no ano passado um estudo sobre rotas alternativas e todas as possibilidades de procedência energética a partir do lixo. “Concluímos que uma das primeiras opções seria a interação da geração por lixo consorciado com o gás natural”, observou o pesquisador, o que levou a negociação sobre a Usina Verde.


“Faz parte da nossa estratégia a preocupação com a sustentabilidade de longo prazo e denovas oportunidades para ouso de recursos daempresa”,contouIldo Sauer, diretor de Gás e Energia da Petrobras, sobre o interesse da estatal empatrocinar o estudo. Sauer frisou que a companhiaavaliará as oportunidades de negócio, advindas dos resultados do estudo.


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