Mercado livre de energia inicia leilões |
A Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel) realizou ontem o primeiro leilão de contratos de energia de curto prazo no mercado livre. O leilão, organizado em associação com a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), foi realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) e considerado “um evento histórico” pelo presidente da Abraceel, Paulo Cezar Coelho Tavares. O executivo, que também é vice-presidente da “Iniciamos a comercialização de energia em um ambiente competitivo, com competência e transparência”, acrescentou. No total, foram negociados 263 contratos, cada um de 0,5 megawatts médios (MW médios) equivalentes à comercialização de 131,5 MW médios e negócios de R$ 3,7 milhões. Desses contratos, 237 foram comercializados no submercado Sudeste/Centro-Oeste, totalizando negócios de R$ 3,481 milhões e com a energia vendida por um preço médio de R$ 39,48 por MWh. No submercado Nordeste foram negociados 25 contratos ao preço médio de R$ 22,30 por MWh, equivalendo a negócios de R$ 207 mil. E no Sul foi negociado apenas um contrato, no valor de R$ 39,25 por MWh, de R$ 14,6 mil. Não houve negócio para a região Norte. O próximo pregão está marcado para 3 de outubro. No leilão foram transacionados contratos com prazo de um mês. O novo modelo do setor elétrico também prevê a existência de um ambiente de comercialização regulado – liquidado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – destinado às compras das distribuidoras de energia com clientes que são consumidores cativos, como os residenciais e comerciais de baixa tensão. No mercado livre só participam consumidores industriais. Francisco Ildimar de Lavor, vice-presidente da Abraceel e da União Comercializadora de Energia Elétrica calcula que o potencial do mercado livre de energia elétrica, onde são transacionados cerca de 8 mil MW médios, equivalentes a 15% do mercado total, seja da ordem de R$ 1 bilhão. A partir de agora os leilões de sobra do mercado livre serão realizados mensalmente na BVRJ. Houve até quem sugerisse, como o presidente da comercializadora |