Energia para a PAZ







Eletrobrás submete ao BID projeto para energia


A direção da Eletrobrás pretende submeter à avaliação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um projeto para universalização da energia elétrica na América Latina. O programa, batizado de “Energia para a paz”, será embasado na experiência brasileira do “Luz para Todos”. O presidente da estatal de energia, Aloísio Vasconcelos, falou sobre a proposta, ontem, durante uma apresentação para investidores que participam da reunião anual do BID em Belo Horizonte. A estimativa de custo por consumidor ligado é de US$ 2 mil. Mas os valores podem variar muito dependendo da realidade territorial de cada país.


Segundo Vasconcelos, os técnicos da Eletrobrás ainda não fizeram levantamento dos números do déficit de ligação à rede elétrica nos países da América Latina. No Brasil, 9,5 milhões de pessoas não têm energia em casa. Este número era de 12 milhões em 2003. O programa “Luz para Todos”, financiado pelo governo federal em parceria com os Estados, já levou eletricidade para 2,5 milhões de pessoas. A meta é atingir a universalização até 2009.


“Energia é um importante instrumento de desenvolvimento”, argumenta o presidente da Eletrobrás. Segundo ele, nas regiões já beneficiadas pelo programa brasileiro, a chegada da luz elétrica representou melhoria em vários indicadores sociais, principalmente nos índices de violência. Estas estatísticas serão repassadas ao BID. Segundo Vasconcelos, se a proposta vier a ser acatada pelo banco, não haverá empresa de energia elétrica mais preparada do que a Eletrobrás para coordenar a execução. “Vamos poder vender nossa expertise”, declarou. O presidente explicou que este projeto vai ao encontro aos planos de internacionalização da empresa.


Para atuar fora do país, a Eletrobrás depende de aprovação do Congresso. A proposta já passou pela análise de diferentes órgãos técnicos do governo. Agora está com a Casa Civil, que deverá encaminhar para aprovação do Congresso projeto de lei autorizando a internacionalização das operações da estatal energética. Vasconcelos afirmou que está otimista com a presença de Guido Mantega como titular do Ministério da Fazenda. Ele ressaltou que tem boa relação com o antecessor, Antônio Palocci. Mas acredita que Mantega, que conhece bem todos os pleitos da empresa junto ao BNDES, poderá contribuir para a liberação de crédito à expansão da geração. (IM, Valor, BH)

Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *