| Decisão da Aneel deve elevar reajuste de tarifas e pesar na inflação |
| BRASÍLIA – Decisão tomada hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve ter impacto desfavorável na inflação e resultar em reajustes maiores de tarifas para os consumidores. A Aneel descartou, por incompatibilidade com dados anteriores, o resultado do índice Aneel de Satisfação do Consumidor (Iasc) de 2004, o pior já apurado, e vai usar o resultado de 2003 – melhor para as concessionárias. ” Depende da concessionária ” , ressalvou o superintendente de Regulação da Comercialização de Energia Elétrica da Aneel, Ricardo Vidinich, ao comentar um possível aumento do reajuste para as tarifas dos consumidores. Com isso, todas as 64 concessionárias que atuam no país vão usar esse novo parâmetro para o reajuste de energia em 2005. Segundo explicou Vidimich, a pesquisa de satisfação é um dos fatores (parcela X) que entram no cálculo do reajuste da tarifa. Quanto menor o índice, é usado como ” penalização ” no cálculo, com peso redutor na tarifa. O Iasc de 2004 ficou em 58,88 pontos, enquanto o de 2003 foi 63,63 pontos (numa escala de zero a 100). ” O foco mais importante é a justiça ” , disse o superintendente. ” Agora, haverá uma uniformização ” , disse, ao citar que 37 concessionárias já aplicaram o resultado de 2003. Com isso, o impacto do reajuste maior, que agora será aplicado pelas 27 concessionárias restantes, poderá aumentar a inflação. Segundo a Aneel, o problema foi a mudança de empresa de pesquisa. Em 2003 foi a Vox Popoli; em 2004, ganhou a concorrência a Datamétrica, que alterou a estratificação dos dos 19,2 mil questionários, que são aplicados por sorteio de municipios e agregados em grupos, de acordo com a população de cada local pesquisado. ” Houve uma mudança na balança ” , disse Vidinich, que não considera que houve ” erro ” . Segundo ele, a retomada do parâmetro de 2003 ” é justa ” , porque ” os resultados não são comparáveis ” , disse ele. (Azelma Rodrigues / Valor Online) |
Comentário
Retiramos os aplausos dados anteriormente, pela aplicação do princípio por nós defendido: “serviços piores, tarifas menores”.
Pressionada, a agência volta atrás, e acaba frustrando os consumidores.