Está tudo muito estranho! De um lado o ONS se contenta com 52% da reserva do sudeste para acabar com o racionamento. Esse percentual equivale a uma reserva de aproximadamente 83 GW médios, 4 meses de consumo da regi&atilde …

Está tudo muito estranho! De um lado o ONS se contenta com 52% da reserva do sudeste para acabar com o racionamento. Esse percentual equivale a uma reserva de aproximadamente 83 GW médios, 4 meses de consumo da região. Não nos parece uma reserva estratégica para um horizonte de 2 anos. Do outro lado o novo secretário diz que existe uma estratégia bi – anual.


A notícia que dá conta da impaciência do Gros é uma graça! Pois foi exatamente esse gênio que ajudou a desmontar qualquer resquício de lógica no setor. Imagine um dos artífices da desatrosa e brusca mudança da matriz hidroelétrica para o gás agora elogiando o que ele ajudou a desmontar. Só mesmo no Brasil!


Governo muda critérios de preços no MBE (Estadão 26/01)

Teto cai para R$ 350 o MWh; valor será mantido até dezembro


ALAOR BARBOSA


RIO – O governo alterou alguns critérios para a fixação do preço da energia elétrica negociada no mercado livre, que movimenta cerca de 15% da energia gerada no País. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Guilherme Almeida dos Reis, anunciou que o teto do preço ficará em R$ 350 o MWh até dezembro, cerca de metade dos R$ 684 vigentes até ontem.

O mercado atacadista é restrito aos negócios entre empresas geradoras distribuidoras e grandes consumidores, sem atingir diretamente o consumidor residencial ou a pequena empresa. Mas é um sinalizador relevante para atrair novos investimentos ao setor, como disse o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Octávio Castello Branco, coordenador do Comitê de Revitalização do Setor Elétrico. Quanto mais "cara" a energia, mais rentável o negócio, observou o diretor do BNDES, que acrescentou que o governo tem de alcançar o equilíbrio entre evitar falta de energia, atraindo investimentos ao setor, e evitar tarifas muito altas.


O governo introduziu também alterações nas variáveis no software chamado new wave, que calcula o preço da energia que será negociada no Mercado Brasileiro de Energia (MBE), em substituição ao extinto Mercado Atacadista de Energia. Um dos pontos relevantes, apontado por Almeida dos Reis, é que o governo introduziu "curvas de segurança" com horizonte de dois anos de prazo. Ou seja, se houver ameaça de falta de chuvas para os reservatórios no período de dois anos – que poderia em resultar em racionamento no futuro – o Operador Nacional do Sistema (ONS) ficará autorizado a "despachar" (contratar) a energia gerada pelas usinas térmicas, até o limite do preço no mercado atacadista. Se ficar abaixo da margem de segurança, essas usinas ficarão sem funcionar já que não haveria risco de esvaziamento dos reservatórios das hidroelétricas. Essa "camisa-de-força" impede o uso excessivo dos reservatórios de águas, como ocorreu no início de 2001. "O uso acentuado das hidroelétricas permite uma tarifa menor no curto prazo, mas implica em risco maior de racionamento futuro", observou Reis.


Gros pede definições para o setor energético (Estadão 26/01)

Ele assumiu ontem a presidência da Petrobrás, preocupado com as incertezas

NICOLA PAMPLONA e MÔNICA CIARELLI


RIO – O presidente da Petrobrás, Francisco Gros, admitiu que o setor elétrico precisa de mais definições regulatórias para tranqüilizar os investidores. Gros, que era coordenador do comitê de revitalização do setor elétrico da Câmara de Gestão da Crise Energética (GCE), tomou posse do cargo na estatal ontem. A solução das incertezas, disse, é fundamental para que os investidores, inclusive a Petrobrás, voltem a destinar recursos com "entusiasmo".


A Petrobrás tem investimentos previstos em US$ 1 bilhão na geração de energia, que estão sendo revistos. São 21 térmicas, com capacidade para gerar 8,3 mil megawatts (MW). Incluídos os investimentos de parceiros, os recursos chegam a US$ 6 bilhões. A revisão do programa, por enquanto, refere-se apenas ao cronograma de construção das usinas. Para Gros, questões como preço, transporte e para quem a energia será vendida ainda provocam dúvidas.

Em seu último ato na CGE, o executivo anunciou medidas e diretrizes que deverão dar novo rumo ao mercado de energia, como o fim do Mercado Atacadista de Energia e a separação da energia velha (das hidrelétricas) da energia nova (das térmicas) na formação dos preços do mercado.


Gros avalia que o Brasil deve ter calma nos investimentos em energias chamadas renováveis, como eólica e solar. "Quando ouço o europeu falando que vai investir em energia solar para ter eletricidade a um custo de US$ 120 por megawatt-hora (MWh), fico feliz ao lembrar que 93% de nosso parque gerador é hidráulico, uma energia também renovável e que custa de US$ 20 a US$ 30 por MWh", disse. Energia mais cara, afirma, significa aumentar o custo Brasil.

Gros reafirmou que a empresa não terá prejuízos na Argentina, onde assumiu 12% do mercado de distribuição de combustíveis e uma refinaria. "Negociamos as proteções necessárias", afirmou. A troca de ativos com a hispano-argentina Repsol-YPF prevê indenizações caso os negócios não rendam o esperado. "Um investimento deste porte tem de ser feito olhando a longo prazo. Oportunidades como esta não acontecem todo dia. Foi um negócio absolutamente fundamental para a companhia."


Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *