Para Lula, transformação do álcool combustível em commodity é caminho irreversível
Agência Brasil / Valor
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acredita que a transformação do álcool combustível em commodity (produto cujo preço é determinado em bolsa de mercadorias) é um caminho ” irreversível ” .
Para Lula, quanto mais países começarem a usar o álcool como forma de reduzir a emissão de gases que contribuem para o aquecimento do planeta, maiores serão as chances de o preço do combustível ser estipulado no mercado internacional.
” Com relação ao álcool se transformar em commodity, eu acho que é uma questão irreversível. Nós temos de ter mais responsabilidade, porque nós temos que, não só oferecer o álcool, mas garantir o suprimento do mercado brasileiro e do mercado internacional ” , afirmou nesta segunda, dia 12, no programa de rádio “Café com o Presidente”.
Ele garantiu que se o Brasil tiver de produzir mais etanol para atender à demanda de outras nações, não serão sacrificadas florestas ou áreas destinadas à produção de alimentos.
” Nós não queremos plantar cana-de-açúcar para produzir álcool e nem plantar oleaginosas para produzir biodiesel na Amazônia, por exemplo, ou no Pantanal. Nós queremos utilizar as áreas já degradadas para que a gente possa plantar. A segunda coisa, também não compete com o alimento, porque o problema do alimento hoje no mundo não é a falta de terra. O problema é que tem uma parte da população muito pobre que não pode consumir ” , explicou Lula.
(Agência Brasil)
Bush se diz impressionado com a tecnologia de biocombustíveis do Brasil
Valor Online
SÃO PAULO – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se disse impressionado com a tecnologia de biocombustíveis desenvolvida e utilizada no Brasil. Durante visita do dirigente norte-americano a uma instalação da Petrobras, em Guarulhos, o presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, explicou a Bush como é feita a produção de álcool combustível a partir da cana-de-açúcar no país e quais são seus empregos. Gabrielli, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mostrou como é realizado o refino da cana, a produção de álcool e como funciona um motor bicombustível.
Bush também conheceu os vários vegetais utilizados pela Petrobras para a produção de biodiesel, um biocombustível que poderá substituir o diesel utilizado em caminhões, máquinas e motores. Atualmente o Brasil tem um programa que prevê a adição de biodiesel ao diesel em proporções cada vez maiores. Há pouco tempo, alguns Estados norte-americanos começaram a implantar programas semelhantes, mas a abrangência deles ainda é muito pequena.
No evento, que contou com a participação de mais de 200 empresários e autoridades na unidade de distribuição da Transpetro, Bush fez questão de cumprimentar o país pelos avanços no campo dos biocombustíveis. ” Meus cumprimentos ao presidente (Lula) por manter seu país no topo da tecnologia de uso do etanol ” , disse o norte-americano.
Durante seus agradecimentos, Bush também não deixou de levantar o moral das empresas dos Estados Unidos. ” Agradeço também a presença da Ford e da GM. É bom ter vocês por aqui ” , comentou, elogiando o trabalho dessas empresas no desenvolvimento de motores do tipo “flex fuel” no Brasil, dos quais viu duas unidades durante a visita.
(José Sergio | Osse Valor Online)
Lula e Bush voltam a tratar de biocombustível dia 31 em Washington
Agência Brasil
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, dia 12, que voltará a tratar da questão do biocombustível e da relação com os Estados Unidos no fim deste mês. O Itamaraty confirmou a visita do presidente no próximo dia 31 a Washington, capital norte-americana.
” Queremos mantê-la (a relação com os Estados Unidos), queremos aprimorá-la, isso sem que nós abdiquemos do nosso compromisso maior que é todo o processo de fortalecimento do Mercosul, a constituição da Comunidade Sul-Americana de Nações e o processo de integração que estamos fazendo ” , salientou no programa de rádio “Café com o Presidente”.
Lula falou também sobre o fim dos subsídios agrícolas concedidos pelos europeus e norte-americanos, reivindicação dos países em desenvolvimento que não conseguem colocar seus produtos agrícolas nesses mercados.
Ele explicou, no entanto, que a União Européia e os Estados Unidos querem, em contrapartida, ter acesso ao mercado de produtos industriais e serviços dos países pobres. Para o presidente, o acordo só sairá se cada um cumprir sua parte.
” Esse tripé, na verdade, esse triângulo que estamos montando, cada um faz um pouco de concessão, é que vai garantir o acordo que todos nós estamos torcendo para que aconteça, porque isso seria a salvação dos países mais pobres ” , notou.
Na semana passada, Bush esteve em São Paulo e visitou a Transpetro, unidade de distribuição de combustível da Petrobras.
(Agência Brasil)