Furo no modelo elétrico


Em artigo assinado, na imprensa, o Prof. Tolmasquim, presidente da EPE–Empresa de Pesquisa Energética, garante que “não vai ter apagão”.


Mas a escassez de gás está mostrando algumas fragilidades do modelo atual do setor elétrico.


O alerta foi dado pela Petrobrás. através de seu diretor Prof. Ildo Sauer, em ofício ao ministro Rondeau do MME.


O problema se iniciou logo após a crise de 2001, quando medidas emergenciais foram tomadas especialmente na área de termelétricas. Após a crise houve um excesso de oferta de energia e com isso os preços caíram no mercado livre, para os grandes consumidores. Para obter maiores lucros, esses consumidores, deixaram os contratos que tinham com as distribuidoras e passaram a comprar energia barata no mercado livre, em contratos de curto prazo.


Mas essa situação mudou com o termino das sobras de energia em oferta e acabou se tornando insustentável, para os grandes consumidores, ficar nesse mercado. A gota dágua foi a resolução da Aneel que acabou com a inclusão dessa energia, chamada “virtual” já que na prática ela não existia, no cálculo oficial do preço.


Depois dessa resolução os grande consumidores tentaram voltar ao mercado tradicional das distribuidoras mas esbarraram numa regra estabelecida de que a volta só poderia se dar após 5 anos.


A Petrobrás tem um interesse direto no assunto porque é a produtora de gás e também tem termelétricas.


O ofício de Ildo Sauer explicita essa situação e pede providências.


Isso é mais um problema a ser gerido pelo MME, para garantir que a afirmação de Tolmasquim de que “Não vai haver apagão” seja verdadeira.



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