ILUMINA Participa de Encontro da UNALE



Nos dias 5 e6 deste mês, a UNALE – União Nacional dos Legislativos Estaduais realizou o seu Encontro Regional Nordeste, que contou com a participação de mais de cem deputados estaduais da Região. Entre os temas em discussão no Encontro estava a Geração e Distribuição de Energia Elétrica,cujos palestrantes foramo Governador do Estado de Pernambuco – Eduardo Campos e o nosso Companheiro Eng. José Antonio Feijó de Melo, Diretor do Ilumina-Nordeste, que proferiu palestra sob o título O SetorElétrico Brasileiro.


O outro temaem debate foi A Transposiçãso das Águas do Rio São Francisco, que teve como expositores o Deputado Federal (CE) Ciro Gomes, o Eng. João Reis Santana Filho, Secretário de Infra Estrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional e Dom Aldo Pagoto, Arcebispo de João Pessoa – Paraiba.


Abaixo, o ILUMINA reproduz na íntegra o comentário que está sendo divulgado pela UNALE em seu site (www.unale.org.br), sobre a palestra.











UNALE debate desafios do setor energético do NE (06/03/2009)


O setor energético do Nordeste é um tema importante, palpitante, e vital”. A frase do vice-presidente da UNALE, deputado Clóvis Ferraz (BA), anuncia a dimensão do debate proposto pelos deputados estaduais para o Encontro na região Nordeste. O engenheiro elétrico José Antônio Feijó foi o convidado para a palestra de abertura do debate. Ele fez um levantamento completo de toda a história da geração e distribuição de energia no Brasil. O levantamento histórico ajudou a desvendar alguns mitos sobre as potencialidades do país.

O engenheiro alertou que “no Brasil, o modelo de serviço público prevaleceu por quase cem anos, desde o início do século”. Um dos marcos da legislação energética do país acontece apenas no ano de 1954, quando Getúlio Vargas envia ao Congresso o Plano Nacional de Eletrificações e o projeto de criação da Eletrobrás. A aposta do Brasil na construção de Paulo Afonso gerou muita crítica dos economistas, alguns afirmaram que o Nordeste não precisaria da energia da primeira usina pelo menos até o ano 2000. “A história viria a consagrar Getúlio. Nesta fase do setor ficou clara a opção pela hidroeletricidade”, afirmou Feijó.

O professor Feijó defendeu que o país deve manter a aposta nos recursos naturais que possui. “É uma energia limpa, renovável e barata, alem de um enorme potencial natural”. O professor afirma que durante a gestão pública o Brasil, antes do processo de privatização realizado na década de 90, o país conseguiu atingir tarifas módicas, uma das mais baixas do mundo.

“Após o processo de privatização, o país sofreu o choque tarifário. Então nossas tarifas passaram no intervalo de dez anos, das mais baratas do mundo para a mais cara. Em dezembro de 2007 as nossas tarifas médias ao consumidor final eram 59,4% maiores do que nos Estados Unidos”, afirmou Feijó.

O encontro também foi marcado pela forte posição dos parlamentares a favor da energia das hidrelétricas. O professor Feijó afirmou que o país goza de bons números se levar em consideração a relação geração de energia e danos ao meio ambiente. “A nossa matriz energética é apenas 18% de energia não renovável e suja, e 82% de energia limpa e renovável. Queremos dizer que, em comparação com o resto do mundo, o setor energético brasileiro não tem maiores responsabilidades pelo agravamento do problema climático que se observa no planeta”.

A palestra também teve um espaço destinado ao debate sobre as preocupações de cada Estado. Professor Wanderlêi, deputado sergipano, falou sobre a possível instalação de usinas nucleares em quatro estados do Nordeste. “Apenas quatro estados se habilitaram para receber estas usinas: Pernambuco, Alagoas, Bahia e Sergipe. Não podemos ficar alheios a esse debate”.

A preocupação com a qualidade do serviço prestado também este presente no debate. O parlamentar Antônio Uchoa (PI) criticou a situação por que passa a CEPISA. “Quem vai querer botar uma indústria em um Estado que a energia não está garantida, não é de boa qualidade”.

O engenheiro José Antônio Feijó deixou uma pergunta para reflexão dos deputados: “Mais cedo ou mais tarde a sociedade brasileira terá de enfrentar o dilema. O setor de energia elétrica, por suas características e importância, deve ser instituído como um serviço público, ou deve ser considerado como um espaço de mercado?.











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