JB 07.11.97
Light aumenta tarifa mais uma vez
A alta de 1,35% é a terceira da empresa em umano
BRASÍLIA – Má notícia para o carioca. A partir de hoje, a energia elétrica distribuída pela Light no Rio está 1,35% mais cara. O reajuste foi autorizado pelo Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee), subordinado ao Ministério das Minas e Energia. Outra novidade: o ministro das Minas e Energia, Raimundo Brito, disse que a privatização das estatais federais de energia poderá ser adiada de 1998 para 1999.
Em um ano, a tarifa da luz distribuída pela Light já aumentou 11,58%, praticamente o dobro da inflação acumulada no período. De acordo com o diretor-geral da autarquia, José Mário Abdo, o pedido de reajuste foi feito pela Light para compensar gastos com pessoal, encargos e serviços. A empresa pediu 2% de reajuste, mas o governo autorizou um percentual menor.
O ministro das Minas e Energia, Raimundo Brito, justificou os três reajustes aplicados pela empresa este ano devido ao repasse de custos de geração de energia de Furnas, relativos aos 17 meses anteriores a novembro do ano passado. Segundo o ministro, todos os reajustes estão previstos no contrato de privatização da empresa, comprada em junho do ano passado pela Eletricitè de France.
“O que me preocupa é não ter energia para fornecer aos consumidores e continuar a correr o risco de racionamento a cada ano”, disse o ministro, destacando que as empresas distribuidoras privadas não têm liberdade tarifária.
“Hoje, no Brasil, concedemos tarifas depois de análise e informamos claramente aos consumidores o porquê dos reajustes. No passado, era um grande engano, um grande engodo. As concessionárias estatais vinham ao governo federal e pediam 40% de tarifa, recebiam 20% e a Nação ficava com os outros 20%. explica Raimundo Brito.
Segundo o ministro, os leilões de venda das quatro estatais geradoras de energia elétrica – Furnas, Eletrosul, Eletronorte e Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) – previstos para 1998, poderão ser realizados apenas em 1999. “Meu desejo é que acabasse em 1998. Mas, na medida em que haja uma conveniência do país, colocaremos na hora própria”, disse o ministro, lembrando a oferta de todas as empresas do Sistema Telebrás, prevista para o próximo semestre, e ainda outras concessões na área de transporte.
[7 de novembro]