Leiam o final!Não é artigo assinado. É noticia com sabor de editorial!!! É uma vergonha essa nossa imprensa! Estado de SãpPaulo 5/9/99 A privatização paulista O governo do …



Leiam o final!Não é artigo assinado. É noticia com sabor de editorial!!! É uma vergonha essa nossa imprensa!



Estado de SãpPaulo 5/9/99


A privatização paulista


O governo do Estado de São Paulo pretende promover em outubro o leilão de privatização da Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê, a segunda das três companhias geradoras em que foi subdividida a Companhia Energética de São Paulo (Cesp).


Confirma-se, assim, que o Estado continua a imprimir maior velocidade às privatizações, inclusive na área crítica da geração de energia elétrica, do que o governo federal, que, até o momento, privatizou apenas a Gerasul.


A privatização da geração de energia da Cesp começou com o leilão da Paranapanema, em julho, por R$ 1,239 bilhão e ágio de 90% sobre o preço mínimo. O preço mínimo para a Companhia Tietê está fixado em R$ 721,7 milhões, mas já se prevê a ocorrência de ágio, pois são muitos os interessados potenciais – Duke Energy (que comprou a Paranapanema), Tractebel, AEP, AES, VBC, Sithe e Enersis. A terceira geradora – das usinas do Paraná, com capacidade de 7,5 mil MW – será privatizada no ano que vem.


A Tietê tem potência de 2,6 mil MW, mais que os 2,3 mil MW da Paranapanema. É formada pelas usinas de Água Vermelha (a maior, com 1.396 MW de capacidade), Nova Avanhandava, Promissão, Bariri, Ibitinga, Barra Bonita, Limoeiro, Euclides da Cunha e Caconde.


A data do leilão será conhecida na semana que vem, depois da publicação de decreto que define as regras de gestão da Hidrovia Tietê-Paraná. Problemas relativos às normas que regularão o uso das represas também se apresentam no plano federal, mas São Paulo parece demonstrar mais agilidade para resolvê-los.


Das oito eclusas da hidrovia, cinco estão no Tietê. O edital determina que sejam feitos investimentos de R$ 35 milhões nas eclusas, para reforço dos pilares das pontes, construção de muros guias para os barcos e segurança em geral. "A hidrovia envolve aspectos relacionados ao desenvolvimento do interior do Estado, e a privatização tem de ser feita com o cuidado necessário para não haver prejuízo a nenhuma região", diz o secretário de Energia, Mauro Arce.


No âmbito federal, a privatização é mais lenta. A expectativa inicial de obter recursos de R$ 27,8 bilhões em 1999 – sem incluir as concessões – foi sucessivamente revista e está hoje prevista em R$ 13,2 bilhões.


Mesmo esse valor não deverá ser atingido pois foram adiadas as privatizações de Furnas e do Instituto de Resseguros do Brasil – cujo leilão estava marcado para 14 de outubro. A venda do Banespa também não ocorrerá em 99.


O processo de privatização da Eletronorte, por exemplo, sofreu avanços e recuos este ano. Nas últimas semanas, voltou a acelerar-se, mas é improvável que o leilão possa ser realizado este ano.


O Ministério das Minas e Energia tem enfatizado sua disposição de imprimir maior ritmo à privatização da energia. Mas ela não parece bastar para vencer as barreiras que se apresentaram para a venda da Eletronorte e, principalmente, de Furnas. Cabe indagar se o programa federal não esbarra em entraves corporativos que São Paulo eliminou .

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