Leilão das usinas do Madeira mantido em outubro


Comentário


Há um esforço muito grande do governo no sentido de manter o cronograma das usinas do rio Madeira, mas os obstáculos ainda são grandes e o tempo conspira contra.


Por serem usinas fundamentais no abastecimento de energia elétrica dos anos pós-2010, será preciso uma coordenação entre os diversos interesses envolvidos, visando atendê-losquando possível, mas sabendo contrariá-los quando necessário.


Além da construção das usinas, paralelamente deve ser também resolvido o problema da trasnsmissão, que envolve grandes distâncias e tecnologia moderna.


O Brasil tem hoje conhecimento técnico suficiente para resolvertodas essas situações. Quanto aos problemas chamados de “políticos”, eles vão exigir muita habilidade.


Tolmasquim confirma para 30 de outubro data para leilão de usina do rio Madeira



Valor, Agência O Globo, de Brasília





O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse ontem que a data do leilão da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, está mantida em 30 de outubro. A previsão inicial da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) era lançar o edital na quarta-feira da semana passada, mas até agora o Ministério de Minas e Energia ainda não enviou à agência as diretrizes finais do leilão – necessárias para ela elaborar o documento.






“Estamos trabalhando para o leilão sair nessa data. As diretrizes serão publicadas em breve. Por enquanto ela está mantida”, disse.






Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) terá de analisar questões como custos e modelo de licitação antes do lançamento do edital. Para manter a data, o governo terá de lançar o documento até o dia 30 de setembro, um mês antes do leilão.






Tolmasquim disse ainda que, nos estudos enviados pela EPE ao TCU, os custos da usina estão abaixo dos R$ 13,5 bilhões estimados por Odebrecht e Furnas – empresas responsáveis pelo estudo de viabilidade do empreendimento.






No fim do mês passado, a pedido da Aneel, as empresas enviaram uma atualização dos custos, que inicialmente eram de R$ 11,8 bilhões. Em julho, Tolmasquim declarou que os custos poderiam ser reduzidos em até 20%, para cerca de R$ 9,5 bilhões. Hoje, porém, ele explicou que esses números eram preliminares.


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