Leilão da Copel é suspenso por Justiça do Paraná
Sexta, 19 de Outubro de 2001, 17h24
Fonte : Reuters Investor
Uma liminar emitida pela 9a Vara Federal de Curitiba suspendeu nesta sexta-feira o leilão de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A venda da empresa está marcada para o dia 31 de outubro.
A decisão, emitida pela juíza federal substituta Ivanise Corrêa Rodrigues, atendeu um pedido do Fórum Popular Contra a Venda da Copel e anulou a audiência pública realizada no dia 2 de agosto, suspendendo também os demais atos de venda da companhia.
O governo paranaense informou que pretende recorrer da decisão tão logo seja notificado da decisão.
A juíza paranaense julgou haver "vício de publicidade" na sessão, uma vez que muitos questionamentos dos participantes não puderam ser respondidos.
"Considerando que a invalidade da audiência acarreta a nulidade do procedimento licitatório e a relevância dos direitos envolvidos, entendo ser de maior prudência a suspensão do procedimento até decisão final do processo", afirmou a juíza em seu despacho.
O Fórum Popular Contra a Venda da Copel afirma que terá até a semana que vem cerca de 30 ações tramitando na Justiça contra a desestatização da companhia paranaense.
A estratégia, segundo explicou o presidente do movimento, Nelton Friedrich, é questionar diversos pontos relativos à venda, como a audiência pública, o preço mínimo e a constituição da Tradener, comercializadora de energia na qual a Copel tem uma participação de 45%. "Se não conseguirmos suspender o leilão, vamos buscar anular a venda", garantiu.
As notícias sobre a suspensão do leilão desaceleraram os ganhos dos papéis da Copel, mas não impediram que as ações fechassem em alta. Copel PN encerrou o pregão em alta de 4,45%, depois de atingier a máxima de 7,8%. O Ibovespa subiu 3,06%.
FHC visita obras de Machadinho
DEMÉTRIO WEBER
Enviado especial
PIRATUBA, Santa Catarina – Sob forte esquema de segurança, que incluiu até a presença de soldados do Exército, o presidente Fernando Henrique Cardoso visitou ontem as obras da Usina Hidrelétrica Machadinho, no Rio Uruguai, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. A vinda de Fernando Henrique estava prevista para julho, mas foi cancelada na época porque manifestantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) invadiram o local, na véspera da chegada do presidente.
A Usina Hidrelétrica Machadinho deve gerar 1.140 Megawatts (MW) de energia, o suficiente para atender 50% da demanda de Santa Catarina ou 30%, no caso do Rio Grande do Sul. A previsão é que a primeira das três turbinas só comece a funcionar em janeiro do ano que vem, com capacidade de 380 MW. Até agosto, as demais turbinas deverão entrar em operação.
Cerca de 90% da obra já está concluída. Se o cronograma for cumprido, a usina ficará pronta com 20 meses de antecedência em relação ao projeto original, que previa o término em 2003. O investimento é de R$ 1,3 bilhão. A eletricidade gerada por Machadinho será distribuída pelo Sistema Elétrico Interligado Brasileiro, sob controle do Operador Nacional do Sistema Elétrico.