Light tem reajuste contratual médio de 11,69%
Consumidores residenciais terão redução de 3,99% nas contas de luz a partir da próxima terça-feira, 7
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Consumidor
A Agência Nacional de Energia Elétrica concedeu nesta segunda-feira, 6 de novembro, reajuste tarifário contratual médiode 11,69% para a Light (RJ), dos quais 6,289% são o reajuste tarifário anual e 5,401%, parcela financeira. Os consumidores residenciais pagarão menos 3,99% nas contas de luza partir da próxima terça-feira, 7. Já os consumidores de alta tensão terão aumento médio de 7,35%. A Light havia pedido um reajuste contratual de 14,94%, sendo 6,79% do reajuste tarifário anual e 8,15% referentes aos componentes financeiros externos.
Light considera positivo resultado de reajuste tarifário de 11,69%
Compensação de bolha tarifária implicará em aumento nominal médio de 0,35%, segundo Ronnie Vaz Moreira
Fábio Couto, da Agência CanalEnergia, Consumidor
O diretor vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Light (RJ), Ronnie Vaz Moreira, afirmou nesta segunda-feira, 6 de novembro, que o reajuste tarifário concedido pela Agência Nacional de Energia Elétrica foi considerado satisfatório pela distribuidora, apesar de ter ficado abaixo da inflação. Segundo ele, o índice médio autorizado pela Aneel ficou em 11,69%, mas a compensação de uma bolha tarifária de cerca de 11,5% implicará num aumento nominal de apenas 0,35% médios. O percentual não implicará em queda de receita.
Por conta do realinhamento tarifário, os consumidores residenciais terão redução de 3,99%, enquanto os grandes consumidores terão reajuste de 7,35%. Moreira destacou que o pleito da distribuidora era de um reajuste médio de 2,64%, mas a Aneel não atendeu a pedidos como ajustes na definição da base de remuneração.
Tarifa residencial de energia da Light vai cair 3,99%
Monica Tavares – O Globo / O Globo Online
BRASÍLIA – Uma boa notícia para os moradores do Rio de Janeiro e mais 28 municípios fluminenses atendidos pela Light, a maior distribuidora de energia do Estado.
As contas de luz das residências dessas áreas ficarão mais baratas em 3,99%. A redução dos preços passa a valer a partir desta terça-feira e virá nas contas que chegam em dezembro.
O reajuste, definido nesta segunda-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no entanto, tem diferentes percentuais para os diversos tipos de consumidores. Para os usuários que recebem energia em alta tensão, como as indústrias, a tarifa vai aumentar 7,35%. Já o comércio que recebe energia em baixa tensão terá o mesmo reajuste das residências, ou seja, queda de 3,99% dos preços.
Os novos preços devem valer até o próximo reajuste anual, que ocorre em 2007. Os diversos tipos de conta têm recebido diferentes percentuais de reajuste porque a Aneel está retirando os subsídios que existiam para os grandes consumidores de energia, como as industrias. Os chamados subsídios cruzados serão extintos totalmente até o ano que vem.
Ao todo, a média de todos os tipos de tarifas da Aneel teve aumento. O diretor da Aneel Edvaldo Alves de Santana disse que um dos itens de composição dos custos da Light que mais provocou esse aumento foi a chamada Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). A CCC é paga por todos os tipos de usuários de eletricidade, inclusive as residências, e serve para subsidiar as contas de luz da região norte do país, onde a energia é gerada por termelétricas e tem um custo mais elevado.
Ela representou um aumento de 2,04% na média das tarifas. Para determinar os índices de reajuste anual, a Aneel considera a variação dos custos que as distribuidoras tiveram no decorrer de 12 meses.
A fórmula de cálculo inclui custos gerenciáveis pelas próprias distribuidoras (como salários dos funcionários), sobre os quais incide o IGP-M, e custos não gerenciáveis, como o valor pago pela energia comprada das usinas geradoras, a Conta de Consumo Combustível (CCC), taxa de fiscalização e outros encargos dessas companhias.
A Light tem mais de 3,7 milhões de clientes de baixa tensão (residências, comércio e área rural) e 7.315 consumidores de alta tensão (principalmente indústrias).
A companhia também anunciou nesta segunda-feira que fechou o terceiro trimestre do ano de julho a setembro com um prejuízo de R$ 337 milhões