Montante de grande complexidade socioambiental


EPE considera inviável implantação de 73,7 mil MW até 2030
Montante envolve empreendimentos considerados como de grande complexidade socioambiental, segundo Maurício Tolmasquim


Fábio Couto, da Agência CanalEnergia, Expansão


O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, disse nesta segunda-feira, 4 de dezembro, que a elaboração do Plano Nacional de Energia 2030 deixou de considerar 73,7 mil MW nas avaliações do real potencial de geração hídrica no país, diante do potencial total de 258,4 mil MW. O montante, segundo ele, foi considerado pela EPE como inviável para implementação antes de 2030.


O montante envolve empreendimentos que hoje são tidos como de grande complexidade socioambiental, com baixíssimo nível de conhecimento ou investigação, segundo os dados da EPE, apresentados por Tolmasquimno seminário Brasil – Liderança em Tecnologia de Energia, realizado pela Câmara de Comércio Americanano Rio de Janeiro, a partir do estudo “Estratégia para Expansão da Oferta”, que compõe o PNE 2030.


O país utilizou até hoje apenas um terço do potencial hidrelétrico total do país, de acordo com as contas de Tolmasquim. Apesar do volume não considerado pela EPE ser expressivo, destacou, o montante avaliado pela entidade como viável será suficiente para garantir a participação de 70% da fonte na matriz energética do país em 2030. Hoje, o percentual é de 75%. Já o montante considerado pela EPE como prioritário, sem interferência direta com terras indígenas ou unidades de conservação, é de 22.700 MW, com entrada prevista para implantação a partir de 2016.


Outros 19.700 MW são de aproveitamentos localizados em bacias não prioritárias e que estão próximas a áreas indígenas ou unidades de conservação, com implantação prevista para a partir de 2021. Além disso, 18.900 MW são referentes a usinas que apresentam algum tipo de interferência em unidades de conservação ou áreas ocupadas por índios. A previsão é que esse montante seja implementado apenas a partir de 2026, segundo Tolmasquim.


Comentário


Ficamos com a impressão que a EPE, finalmente, saiu do espaçoteórico-acadêmico e começou a pisar em terra firme.

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