Secretário do Rio critica gasoduto Brasil-Venezuela-Argentina
RIO – O Secretário de Energia do Rio, Wagner Victer comparou hoje o projeto de construção do gasoduto Brasil-Venezuela-Argentina ao desastre do projeto de construção da Transamazônica pelo governo Médici, na década de 70. Durante a abertura do evento “Novas tendências para o mercado de gás natural”, que aconteceu hoje na Associação Comercial do Rio, o secretário fez severas críticas ao projeto do gasoduto que pretende ligar Venezuela, Brasil e Argentina, passando pela Região Nordeste do país. “O projeto não tem coerência do ponto de vista técnico e comercial”, disse. Victer explicou que antes é preciso criar um mercado que absorva a capacidade de 150 milhões de metros cúbicos por dia como previsto pelo projeto. “Mas o país não consegue absorver nem mesmo todo o gás que vem do gasoduto Brasil-Bolívia”, completou. No entanto, o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Vítor Martins, criticou a versão de Victer. “O grupo de trabalho que elabora o projeto do duto convidará a Bolívia e o Uruguai para integrar o projeto”, disse. “O gasoduto é totalmente viável e importante para a Região”, completou. |
Cariocas serão os primeiros a andar em ônibus movido a biodiesel
RIO – Os cariocas serão os primeiros no país a ter um ônibus movido a biodiesel operando em linha comercial. O veículo, que é da Real Auto Ônibus, fará a linha 121 (Central-Copacabana). O objetivo é sensibilizar os empresários a utilizarem o biodiesel como matriz energética em todos os ônibus da cidade até os jogos do Pan-Americano de 2007. O processo do combustível foi desenvolvido pela Coppe/UFRJ, centro de ensino e estudos avançados em gerência de negócios da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O biodiesel é feito com óleo utilizado em frituras de uma grande rede de lanchonetes. (AJB/JC) |