Novas(?) Tecnologias



BANDA LARGA VIA REDE ELÉTRICA(*)



Na semana passada a Anatel liberou o regulamento sobre uso de banda larga via redes de energia elétrica. Isso permitirá que concessionárias de energia elétrica prestem serviços de conexão à internet em alta velocidade através da velha e boa tomada. A tecnologia usada é a PLC – Power Line Communications, já adotada em outros países.


Um pouco de história.


A introdução dos sistemas de transmissão digital utilizando a tecnologia de Modulação no início da década de 1970 revolucionou os sistemas de telecomunicações impulsionando ainda mais o processo de reestruturação geral. O sistema de onda portadora (Carrier), ainda é usado até hoje para a comunicação entre Salas de Controle de subestações do sistema de energia elétrica, como backup.


Como funciona.


A tecnologia de acesso PLC é uma rede IP (internet protocol) sobre o sistema de baixa tensão. A grade (ou anel) formada pelos transformadores de distribuição de energia (suspensos em postes) é adaptada para deixar passar os sinais de telecomunicações. Modems e filtros, em média tensão, circunscrevem os transformadores de energia e deixam passar os sinais que ficam livres para caminhar sobre os fios de cobre da rede de energia.


Tudo funciona mais ou menos como uma TV a cabo. A empresa que fornece o serviço de internet, via fibra ótica, libera o sinal para a rede de energia elétrica. O sinal é recebido e no transformador é instalado um modem responsável pelo envio do sinal digital, que seguirá até a casa do usuário. Lá, ele vai precisar de um modem que, ligado a qualquer tomada, vai permitir o acesso à internet.


O sistema já está sendo testado em Goiás, Maranhão, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. A Copel – Companhia Paranaense de Energia Elétrica está fazendo experiências e 300 domicílios testam o serviço, que alcança velocidades de até 200Mbps.


Ainda não se sabe quanto a conexão custará e nem como será feita a cobrança. A idéia inicial é cobrar pelo consumo, como a energia elétrica e não pela sua velocidade, como foi cogitado pela Anatel.


A tecnologia já é usada nos EUA, onde recebeu o nome de HomePlug. Por lá, os modems PLC estão à venda em supermercados. Aqui no Brasil ainda não se sabe se o modem será alugado ou comprado pelo cliente.


– Estudos iniciais indicam que o preço da banda larga via energia elétrica pode ser até 50% mais barato que o das outras tecnologias – diz Malhadas da Copel.


A exploração comercial do serviço depende, agora, de resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, que a partir de maio decidirá como será a prestação do serviço. Não se sabe quando o sistema entrará em operação comercial. O PLC seria boa opção brasileira para regiões com deficiências na oferta de acesso à internet.


Resumindo: embora a tecnologia não tenha nada de muito novo, parece que ninguém tem pressa em implementá-la. Além disso, já cansados de lidar com a Anatel, os internautas agora correm o risco de ter que aturar também a Aneel.


Fonte: O Globo Digital, PLC Communications, Copel


(*) Colaboração de leitor



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