Nucleares. Opinião

OPINIÃO


Em recente matéria publicada pela Folha o presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro da Silva, informou que a estatal cogita construir de 4 a 8 usinas termonucleares, divididas em duas centrais, até 2030. As opções em estudo são no Estado de São Paulo, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Além disso apontou que o primeiro projeto a sair do papel deverá ser uma central nuclear no Nordeste – Sergipe ou Alagoas, na região da foz do rio São Francisco.


Na escolha do local leva-se em conta, entre outras características,a proximidade de rios e reservatórios (de hidrelétricas) que tenham água suficiente para o resfriamento dos reatores. Esse água volta bem mais quente para o local de onde foi retirada e por isso é necessário contar com um grande volume de água, como em Angra, onde é usada a água do mar para esse fim.


Registre-se aquí, que esse é um “entrave” sócio-ambientalpouco citado, mas que causa enormes prejuízos à flora e à fauna aquática/marinha.


O Ilumina, em textos recentes nesta mesma página, antecipando-se aos fatos, ao dar ênfase à vocação hidrelétrica, comentou anecessidade de simultaneamente a esses projetos novos de usinas, aumentar a capacidade armazenada de água e preservar e perenizar as bacias, com técnicas de preservação das matas ciliares e outras.


A água é hoje um bem a ser cuidado e o poder público deve incluir esse parâmetro nos projetos.

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