O ILUMINA propõe um desafio à camara de gestão da crise. Publique-se um perfil sócio-econômico médio dos consumidores cortados e verifique-se a insensibilidade social do plano, além da prof …

O ILUMINA propõe um desafio à camara de gestão da crise. Publique-se um perfil sócio-econômico médio dos consumidores cortados e verifique-se a insensibilidade social do plano, além da profunda injustiça de cortar o serviço de quem paga pelo serviço. Onde está a justiça nesse país? Onde estão os responsáveis pelo caos que se estabeleceu no ambiente antes cooperativo do setor elétrico brasileiro/



Reajuste de 10% para indústria e comércio


Proposta de distribuidora para cobrir o déficit do setor exclui classe residencial de reajustes

RENÉE PEREIRA




A solução para o tão discutido "desequilíbrio financeiro" das distribuidoras já está se transformando numa verdadeira novela. Há meses, concessionárias e governo vêm tentando encontrar uma forma para pôr fim ao problema, que inclui o déficit causado pelo racionamento (Anexo 5) e repasse dos custos não gerenciáveis. O último capítulo desta história foi a formalização de uma proposta pelas distribuidoras a pedido do governo. Esta proposta, porém, seria só um atenuante. O documento prevê um reajuste de 10% para todas as classes de consumo, exceto a residencial.




A medida seria a mais justa, já que hoje é esse consumidor que subsidia as tarifas da indústria e do comércio. Conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), enquanto a tarifa média cobrada do residencial é de R$ 175,32 o megawatt/hora (MWh), a da classe industrial é de R$ 77,37 o MWh (diferença de 127%) e a do comércio de R$ 148,33.




Mesmo aumentando a tarifa só da indústria e do comércio, os residenciais continuariam pagando mais. O preço da energia da classe comercial quase se igualaria ao residencial, batendo R$ 163,16 o MWh. O industrial não passaria de R$ 85,11 o MWh.




Outro item da proposta dos distribuidores é o diferimento da Conta de Consumo de Combustível (CCC) e Reserva Global de Reversão (RGR), até que o setor se recomponha. Atualmente, segundo técnicos, esses valores estão embutidos na conta de luz, e parte disso é transferido à Eletrobrás. A quantia seria contabilizada como uma dívida da empresa.




Além disso, enquanto persistir o racionamento, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criaria um empréstimo para que as empresas pudessem recorrer todo mês se o fluxo de caixa estivesse negativo. Seria uma espécie de conta garantia. O pagamento ocorreria quando o governo formalizasse uma proposta definitiva. Estadão 21/9




SALTO NO ESCURO

Regra exige que Eletropaulo corte 7 vezes mais


DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Para cumprir as novas regras de corte do racionamento, a Eletropaulo teria de aumentar em sete vezes a quantidade de cortes por não-cumprimento de meta.




Desde 20 de agosto, a empresa cortou aproximadamente 2.500 consumidores. Para se enquadrar às novas regras, teria de cortar cerca de 18 mil consumidores.




As novas regras estabelecem que a empresa corte pelo menos 30% da média mensal de desligamentos por inadimplência. A Eletropaulo corta em média de 60 mil a 80 mil consumidores por inadimplência a cada mês. Dessa forma, teria de cortar 18 mil por mês só por descumprimento das metas do racionamento.




A empresa só não teria de efetuar os cortes caso o número de consumidores que ultrapassaram a meta seja inferior a 18 mil. Ela não informa quantos consumidores deveriam ter sido cortados e não foram. A companhia tem cerca de 4,7 milhões de consumidores. (HUMBERTO MEDINA) Folha 21/9




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