O jogo dos absurdos Agora que acabou o racionamento, pois, só em janeiro, S. Pedro forneceu 53 GW médios em forma de afluências, vamos dar uma olhada no que aconteceu: O gráfico abaixo mostra a impressionan …

O jogo dos absurdos


Agora que acabou o racionamento, pois, só em janeiro, S. Pedro forneceu 53 GW médios em forma de afluências, vamos dar uma olhada no que aconteceu:


O gráfico abaixo mostra a impressionante queda da carga da região Sudeste e Centro-Oeste. É incrível que o consumo tenha despencado de aproximadamente 27 GW médios para menos de 21 GW médios em apenas 2 meses. Mas, são dados reais!!





Olhando pelo lado do consumidor, essa queda de demanda pode ser encarada como uma "oferta" de energia, pois, renunciando ao consumo, os consumidores estariam oferecendo gratuitamente margem de garantia que o sistema de mercado falhou em fornecer. Se essa energia, 37 TWh, aproximadamente o consumo do estado de Minas em um ano, tivesse que ser gerada, seria necessário uma usina de 5.700 MW funcionando durante os 9 meses . Se fosse valorada a R$ 50/MWh seria uma fortuna de R$ 1,8 bilhões!! Só que, ao invés de receber, o consumidor vai pagar! E não são só 1,8 bi, mas R$ 7.6 bilhões!!! Veja figura abaixo!




A duvida é a seguinte: Suponha que aconteça o inverso. S. Pedro nos dá um ano tal qual 1983, quando a energia afluente chegou a 57 GW médios mensais. E, suponha que, por algum motivo, a demanda cresça como na figura abaixo.


A pergunta é: Nesse caso, o consumidor receberia algum dinheiro de volta? Haveria o "desequilíbrio do contrato", desta vez em favor do consumidor???


Você acha essa suposição absurda? Também achamos! Só que, por simetria, a outra também é! E o pior é que aconteceu!!!





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