O QUE FALTOU NO DISCURSO NO CLUBE DE ENGENHARIA
É costume daqueles que sempre, desde muito, dominaram o setor energético, sobretudo daqueles que estabeleceram a razia dos anos noventa e, de certo modo surpreendente, mesmo daqueles que passaram a dominá-lo a partir de 2002 , se fazerem de desentendidos quando se propõe a implantação de mecanismos e instrumentos autônomos não estatais, de representação coletiva, de controle e gestão pela sociedade das empresas e entidades públicas.
O discurso do representante do Ilumina na homenagem no dia 25 de janeiro no Clube de Engenharia, tentou sintetizar que esse tipo de modelo está embutido até no primeiro objetivo estatutário da ONG que completa 10 anos.
É costume permanente negar o mérito da ampliação das atribuições e da constituição de um CNPE independente do poder executivo, como já foi em 2005 proposto pelo Clube após aprovação pelo próprio Conselho Diretor, bem como uma simétrica e conseqüente ampliação da constituição e das atribuições dos Conselhos de Administração das empresas energéticas públicas.
O que faltou repetir nesse início de mandato presidencial no salão nobre do Clube de Engenharia? O modelo sugerido ad nauseam , para ficar somente nas suas vantagens iniciais para a gestão pública, eliminaria ou pelo menos reduziria a probabilidade de qualquer aparelhamento partidário das empresas públicas e do fisiologismo velho de guerra ou do neo-fisiologismo que assistimos com tristeza após 2002.