ATITUDE EDITORIAL
Torna-se dia a dia mais intolerável o que poderíamos denominar de atitude editorial do jornal O GLOBO. Nas manchetes e nas matérias econômicas de 10 de dezembro, mais uma vez, aparece cristalinamente a má vontade sistêmica contra o governo Lula. Nem mesmo uma certa dialética, como na Folha de S. Paulo no mesmo dia, sobre o dito surpreendente crescimento do PIB no passado recente versus o futuro próximo sob crise internacional.
Há meses em incontáveis manchetes e textossente-se um pensamento desejoso, uma torcida aberta, pelo fracasso ou mesmo a negativa pura de sucesso em relação ao arrasador duplo quatriênio negro 1994-2002. É a torcida pelo apocalipse a priori.
As matérias sobre o setor de energia e suas empresas mantidas públicas segue o mesmo caminho.
Paralelamente, a colunista dita econômica Miriam Leitão mantém o padrão. Ontem, citando economistas de bancos e consultoras privadas, ela exacerba o seu usual “mischief” deixando dúvidas sobre a metodologia do IBGE.
Hoje, 12 de dezembro, o último parágrafo da sua coluna maximiza o “mischief”, enquanto a manchete do caderno Economia é simplesmente pulha.
Recentemente, ela ouviu sem um mínimo pestanejar a mentira delirante de um panelista que afirmou que usinas hidrelétricas emitem mais gases que termelétricas.
PANO RAPIDÍSSIMO !
Aliás, essa atitude editorial continua pelo mundo do futebol. O jornal festeja com exagêro sintomático as vitórias rubro negras ou até pífios recentes empates, com grande redução das matérias e da ênfase nos vexames mais notórios.
Olavo Cabral Ramos Filho