HISTÓRICO NADA EDIFICANTE
Acreditando – mas duvidando – que as memórias a seguir contribuiriam para um despertar de consciências.
O processo de indicação de presidentes e diretores das empresas públicas do setor energético, não foi propriamente edificante na sua história. (Ver Nota)
Na ditadura militar quem indicava e/ou dava o nihil obstat eram os grandes fornecedores de bens e serviços. Militares, sobretudo reformados, tiveram seus lugares.
Nos governos Sarney, Collor e Itamar isso não mudou, apareceram as indicações partidárias.
Nos oito anos de FHC os presidentes e diretores tinham que ser coniventes com a privataria. Privatizaram o que conseguiram.
A partir de 2003 - contrariando a esperança de muitos – preponderou o que pode ser denominado de neofisiologismo, acompanhado de um exacerbado e autoritário – até totalitário – aparelhamento partidário e sindical. Em nenhum momento o governo buscou a implantação de mecanismos e instrumentos autônomos não estatais de controle pela sociedade, transformando as empresas em PÚBLICAS e CIDADÃS.
Nota : No caso de Furnas, devemos ressalvar o período da sua fundação em 1957 até abril de 1974 quando uma inédita e impecável diretoria escolhida pelo engenheiro John Cotrim conseguiu manter-se por 17 anos.
O. Goatbranchson
19/09/2007