Elebrás tem projetos de US$ 600 milhões à espera da próxima fase do Proinfa
Empresa já recebeu autorização para instalar mais três parques eólicos, que somam 464 MW
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Expansão
22/6/2005
A Elebrás já tem prontos os projetos de três parques eólicos no Rio Grande do Sul para disputarem a segunda fase do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica. As unidades terão potência instalada de 464 MW e demandarão investimentos de US$ 600,8 milhões para serem erguidos. Segundo Edson Jardim Pereira, gerente-administrativo da Elebrás, os projetos foram aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica e agora aguardam a decisão sobre a próxima etapa doProinfa. “Dependendo de quando for realizado a segunda chamada, poderemos levar os três parques ou apenas um deles”, contou Pereira, referindo-se ao parque eólico de Santa Vitória do Palmar, com capacidade de 126 MW, e investimentos previstos de US$ 163,8 milhões. Os outros parques são Mustardas (81 MW e US$ 105,3 milhões) e o maior deles Quinta, com 257 MW e previsão de investimento deUS$ 331,5 milhões. Por causa dos altos valores e da tarifa elevada, Pereira garantiu que sem o Proinfa não há como os projetos saírem da gaveta. “A energia eólica não é competitiva em relação à hidrelétrica”, observou. Pereira afirmou que assim que a segunda chamada for definida serão pedidas as licenças de instalação e ambiental dos empreendimentos. Os projetos são desenvolvidos em parceria com a empresa alemã Innovent, que colabora nas áreas técnica e financeira. O executivo contou que a cooperação foi fechada quando a Elebrás procurava investidores interessados em investir em energias renováveis. Atualmente, a Elebrás está concentradana constituição da sociedade de propósito específico do parque eólico de Tramandaí, que começará a ser construído no início do ano que vem, com investimentos de R$ 300 milhões. De acordo com Pereira, a construção demandará de 10 a 12 meses para ser concluída. O projeto de 70 MW contará com 46 geradores de 1,5 MW, que terá a produção adquirida pelo Proinfa. A Elebrás deve entrar em 30 dias com pedido de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, segundo contou Pereira. A empresa também conversa sobrefinanciamento com oBanco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).