Preços dos combustíveis








Petróleo recua em Londres, mas segue acima de US$ 58
Valor Online – 21/06/2005

SÃO PAULO – As preocupações com a questão do abastecimento ante uma demanda crescente persistem nesta terça-feira nos mercados em que se negocia o petróleo, mas os preços dão sinais de abrandamento.

Os investidores seguem atentos a chance de uma greve dos trabalhadores do setor petrolífero na Noruega e analisam a possibilidade de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) realizar outro incremento na produção.

“Se os preços continuarem a subir ou mantiverem os atuais níveis até o fim desta semana, consultarei meus colegas (sobre uma liberação extra de meio milhão de barris)”, indicou ontem o presidente do cartel, xeque Ahmad Al-Fahad Al-Sabah.

Muitos analistas consideram, no entanto, que a cotação do petróleo deve seguir em alta por causa da persistência de uma demanda forte combinada com o falta de investimento na capacidade de refino.

Na véspera, o vencimento de agosto terminou a US$ 58,32 e o de setembro ficou em US$ 58,84.
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Consumo de combustíveis está em queda
Valor Econômico – 15/06/2005
RIO – O consumo dos principais combustíveis no Brasil está em queda, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) relativos ao acumulado nos meses de janeiro a abril de 2005 comparados ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da agência, as vendas de gasolina no período caíram 1,5%, as de álcool caíram 6,7%, e as de óleo diesel caíram 2,6%. Já o óleo combustível despencou 6,7%, ainda segundo a ANP.

Essa queda não foi tão notada pelas oito empresas que integram o Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), que representa empresas que têm 75% do mercado. Os dados do Sindicom mostram aumento de 0,9% nas vendas de gasolina, de 8,8% em álcool e de 0,9% no óleo diesel. A exceção é o óleo combustível, com queda de 10,4%.

O diretor-executivo do Sindicom, Alísio Mendes Vaz, avalia que no óleo combustível, esse insumo pode estar sendo deslocado do mercado pelo gás natural. Quanto aos demais líquidos, a resposta pode estar no aumento da fiscalização. ” Na medida que o mercado foi saneado, com menos sonegação e fiscalização, as empresas do Sindicom, aparentemente, tendem a vender mais ” , avalia Vaz.
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Cotação do álcool já dá sinais de recuperação
Fernando Lopes De São Paulo Valor 21/6


A forte queda dos preços do álcool ao consumidor no país verificada nesta primeira quinzena de junho tem fôlego curto. Segundo analistas, a retração observada reflete a desvalorização dos preços pagos pelo combustível às usinas em maio, mas esta curva, desde o início do mês já é de alta.


Segundo Mirlaine Barbosa de Mello, analista da Ágora Senior, os contratos do álcool anidro (produto que entra na mistura da gasolina) para entrega em julho já subiram 9,2% em junho na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e fecharam ontem a R$ 770 por metro cúbico. É o mesmo patamar de preços de abril, antes da queda de maio – determinada, principalmente pela entrada da safra.


Segundo ela, a crescente demanda por automóveis bicombustível no mercado doméstico segue a oferecer sustentação às cotações, e a tendência, no médio prazo, é de novas valorizações.


Julio Maria Martins Borges, da Job Economia e Planejamento, afirma que a boa demanda por álcool também no exterior é outro fator de sustentação para os preços do álcool. “As cotações do álcool estão no mesmo nível no país e no exterior, o que torna a posição das usinas confortável”. O câmbio, ainda que não seja um estímulo às exportações, neste caso também não tira competitividade do Brasil.

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