Racionamento: Possibilidade concreta. Aguardem! Itaipu baixa nível de reservatório Foz do Iguaçu, 1/11/99 – Por determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a It …



Racionamento: Possibilidade concreta. Aguardem!



Itaipu baixa nível de reservatório

Foz do Iguaçu, 1/11/99


– Por determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Itaipu Binacional começa a baixar, segunda-feira, o nível do seu reservatório, para evitar possíveis blecautes e racionamento de energia elétrica no País.


O risco existe por causa da estiagem que afeta os cerca de trinta reservatórios acima da Usina de Itaipu, principalmente nas bacias dos rios Grande e Parnaíba. Com a medida, Itaipu aumenta em 12% sua produção e acrescenta energia ao sistema elétrico nacional. Para chegar a esse resultado, a usina terá de usar mais água do seu reservatório, numa operação que começa segunda e só termina no dia 18. Técnicos do ONS e de Itaipu farão análises periódicas das variáveis meteorológicas nos reservatórios da região Sudeste.


A estiagem dos últimos meses fez cair o volume de água armazenada nesses reservatórios, que serão preservados e poderão aumentar seu nível no período de dez dias em que Itaipu estiver gerando mais energia. Itaipu responde hoje por 25% de toda energia consumida no País, ou 33% do que se consome nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A Eletrobrás autorizou, em julho deste ano, a diretoria de Itaipu a abrir licitação para a instalação de duas novas turbinas, que vão elevar a potência instalada da usina. Para atingir a meta proposta e evitar os riscos de blecaute, Itaipu vai ter de baixar o nível de seu reservatório para 218 metros. O normal é 220 metros, mas hoje está em 219, por causa da estiagem. O nível mais baixo que o lago da hidrelétrica já atingiu foi em 1996, numa operação de reparo da usina, quando chegou a 215 metros. Fonte: Agência Estado


COPEL: Empresa estuda importar 3 mil MW de energia argentina

SÃO PAULO, 3/11/99


– A Companhia Paranaense de Energia (Copel) estuda a possibilidade de importar 3 mil megawatts (MW) de energia elétrica argentina para o Brasil a partir de 2003. O negócio está sendo conduzido pela Tradener, a trading para compra e venda de energia na qual a Copel tem 45% de participação, ao lado da Logus Engenharia, com os outros 55%. As conversas já começaram, envolvendo investidores do Mercosul e o Ministério das Minas e Energia. "É uma possibilidade ainda remota. Iniciamos as tratativas com os dois governos. Não temos certeza sequer se existe energia disponível na Argentina", afirmou o presidente da Copel, Ingo Hübert.


Se o negócio se confirmar, a energia entrará no Brasil por meio da Companhia de Interconexão Energética (Cien), de cuja empresa a Copel negocia a compra de uma participação entre 12% e 15%. A Cien pertence integralmente à Endesa, que quer vender até 40% da controlada para parceiros brasileiros. Não está descartada a possibilidade de a Copel comprar toda a participação para depois repassá-la a terceiros.


A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) chegou a ser cogitada como uma possível interessada no negócio, mas nada foi fechado. "As portas estão abertas para a Celesc", disse o diretor da Cien, Juan Antonio Madrigal. A Cien é responsável pela construção da linha de transmissão e estação conversora que permitirão o fluxo de energia entre Brasil e Argentina. A empresa tem o compromisso de colocar 1.000 MW no País em maio de 2000, que serão adquiridos por Furnas (600 MW) e Eletrosul (400 MW). Para otimizar o uso da linha, a Cien ofereceu mais 1.000 MW em 2001. Desse excedente, a Copel garantiu a compra de 800 MW, segundo Madrigal. Os outros 200 MW ainda não têm comprador. Agora, a estatal paranaense estuda trazer mais 3 mil MW a partir de 2003, quando o mercado livre de energia estará efetivamente em operação.


Segundo Hübert, apesar de o crescimento na demanda por energia estar relativamente lento, tudo indica que vale a pena arriscar as fichas em novas ofertas para 2003. "O Brasil vai continuar crescendo". O diretor da Cien, no entanto, afirmou que a principal dificuldade para se trazer os outros 3 mil MW da Argentina são as limitações técnicas. As redes de transmissão do país vizinho não comportam tal volume. "Seriam necessários investimentos para reforçá-las e isso pode inviabilizar o negócio", disse Madrigal. Fonte: Gazeta Mercantil (Marineide Marques)


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