Ampla desenvolve robô para inspeções subaquáticas em hidrelétricas
ROV usa duas câmaras para rastrear possíveis anomalias na estrutura das repressas
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, PeD
06/10/2006
A Ampla (RJ) testou, recentemente, um veículo de operação remota (ROV) na hidrelétrica de Macabu. O robô realiza inspeções em túneis de adução e de estruturas das usinas, dispensando a necessidade de esvaziamento dos túneis para executar a operação. O projeto, desenvolvido em parceira com a Coppe/UFRJ, levou um ano para ser concluído e teve investimentos de R$ 400 mil. Segundo Alessandro Jacoud Peixoto, engenheiro de desenvolvimento do projeto na Coppe/UFRJ, o ROV grava imagens que permite, por exemplo, detectar rachaduras ou fissuras nas paredes da repressa. “O robô substitui os mergulhadores em operações mais perigosas e em locais, como os túneis de adução, onde eles não podem entrar”, explicou Peixoto. O robô manda as imagens captadas pelas duas câmeras, uma em cores e uma em preto e branco, por cabos para os computadores dos técnicos na superfície. O equipamento tem quatro propulsores para deslocamento, um sistema de navegação e orientação com controle automático e outro de iluminação baseado em leds. Investimento – A distribuidora tem em carteira 21 projetos de pesquisa e desenvolvimento com previsão de investimentos totais de R$ 5 milhões. “Nós aplicaremos mais R$ 7 milhões no próximo ano em P&D”, acrescentou Acácio Barreto, gerente de P&D da Ampla. A linha de pesquisa da distribuidora tem cinco focos: recuperação de mercado, otimização operativa, gestão de pessoas, imagem e plano regulatório. Em imagem, explica Barreto, a empresa se concentra em pesquisas sobre o comportamento e perfil dos consumidores. No plano regulatório, a Ampla está tentando determinar o impacto do uso do gás natural no mercado de eletricidade. “Queremos saber como isso está afetando a empresa”, disse.