Rodízio
Nós do ILUMINA torcemos para que a "transversalidade", que parece ser a palavra de ordem no governo Lula, tal a amplitude de alianças que se formaram em todas as áreas, dê certo e produza resultados. Que sejam feitos os "rodízios" necessários e que não acabem em "pizza rodízio".
Diretores da Eletrobrás farão rodízio
Dilma Rousseff fala em ‘transversabilidade’ na posse da diretoria de Furnas e Eletronuclear
KELLY LIMA
RIO – Ao dar posse ontem aos novos diretores de Furnas e Eletronuclear, no Rio, a ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff anunciou as diretorias das controladas da Eletrobrás deverão funcionar em sistema de "rodízio". Segundo a ministro, os diretores empossados poderão se revezar nos cargos, de acordo com a necessidade de cada uma das empresas.
Ela afirmou que o sistema "colegiado" já podia ser executado no governo anterior, mas foi pouco adotado.
"As diretorias que estão sendo nomeadas tem característica de transversatilidade", disse Dilma. Isso quer dizer, segundo ela, que os diretores poderão alterar as próprias funções dentro de cada empresa no decorrer dos próximos meses.
A ministra garantiu, no discurso de posse dos novos diretores, "mudanças na gestão primadas pela ética, transparência, relação respeitosa com funcionários e alta qualificação técnica".
Para a presidência de Furnas, a ministra empossou o engenheiro José Pedro Rodrigues de Oliveira. Especializado em energia, ele fez carreira na Cemig, onde trabalhou por cerca de 30 anos antes de se aposentar. Também ocupou a Casa Civil no governo de Itamar Franco em Minas Gerais. Para a Eletronuclear, foi empossado o professor titular aposentado do Coppe, Zieli Dutra Thomé Filho, companheiro do presidente da Eletrobrás Luiz Pinguelli Rosa na instituição por anos.
"A prioridade é o saneamento do setor elétrico. Somente depois que o caos do setor, herdado pelo governo anterior, já estiver resolvido, é que vamos pensar em outras prioridades como Angra 3, por exemplo", disse Pinguelli.
Apesar de propor uma "mudança estratégica", a ministra manteve no quadro de diretores de Furnas o presidente Dimas Toledo, na função de direção da área técnica. O Sindicato dos Eletricitários é contra a manutenção de Dimas no quadro da empresa e chegou a fazer manifestação na sede de Furnas para pedir a saída dele à ministra.
"O novo governo é pela conciliação. Não vejo como apenas uma pessoa possa comprometer todo um projeto nacional de recuperação do setor elétrico", disse Dilma, negando ter encontrado resistência aos nomes apresentados para a diretoria. (AE 17/01)
Verticalização das elétricas ganha força com Dilma
EUGENIO MELLONI
A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, emitiu esta semana sinais claros de que considera dispensável a desverticalização das atividades das concessionárias de energia integradas – que atuam na geração, transmissão e distribuição de energia. A desverticalização foi um dos principais requisitos do modelo adotado pelo governo Fernando Henrique Cardoso para viabilizar a competição entre as empresas elétricas.
As declarações da ministra desencadearam reações no setor. A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), companhia controlada pelo governo catarinense, já admite rever o processo de desverticalização das atividades da empresa, que deveria ser submetido à Assembléia Legislativa do Estado em breve. "Talvez a gente suspenda o processo", diz o novo presidente da companhia, Carlos Rodolfo Schneider. "A desverticalização ou a continuidade da estrutura verticalizada dependerá, contudo, dos sinais mais concretos que recebermos do governo federal."
Ao comentar a situação da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que adiou o processo de desverticalização, à espera de decisão do governo Lula sobre a questão, Dilma disse que já comunicou à Agência Nacional de Energia Elétrica não haver dispositivo legal que obrigue a companhia a desverticalizar-se.
As declarações da ministra confirmam o que estava previsto no programa do PT. Os formuladores do partido acreditam que a desverticalização só criou sobreposição de funções, ampliando os custos da energia. (AE 17/01)
Novo presidente de Furnas terá de contratar
CLAUDIO DE SOUZA
O novo presidente de Furnas, José Pedro Rodrigues de Oliveira, tomou posse do cargo ontem com a missão de contratar com urgência novos técnicos para cobrir a carência de engenheiros e executivos que a empresa enfrenta. Oliveira explicou que 90% dos superintendentes da companhia se aposentaram recentemente, mas disse que ainda não sabe de que forma a empresa fará as contratações nem se deverá abrir concurso público.
– Amanhã (hoje) teremos uma reunião para tratar o assunto. Vamos analisar todas as formas de contratação permitidas pela Lei – disse.
Antes da reunião do conselho de administração da empresa, que aprovou ontem os nomes da nova diretoria de Furnas, um grupo de funcionários fez uma manifestação na porta da sede da estatal para que nenhum membro da diretoria anterior da companhia fosse mantido no cargo. Dos quatro diretores empossados, um deles, Dimas Toledo, era integrante da antiga diretoria e foi presidente interino da estatal até Oliveira assumir o cargo.
Ministra anuncia sistema de rodízio nas estatais
A ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef, que esteve na posse da nova diretoria, negou, no entanto, que tivesse recebido qualquer objeção dos funcionários quanto à permanência de Toledo na diretoria. De acordo com a ministra, o Governo atual está "comprometido com mudanças", o que não descarta a composição com "diferentes forças".
– O novo governo é pela conciliação. Não vejo como apenas uma pessoa possa comprometer todo um projeto nacional de recuperação do setor elétrico – disse Dilma, negando ter encontrado resistência aos nomes apresentados para a diretoria.
A ministra disse ainda que as novas diretorias das controladas da Eletrobrás deverão funcionar em sistema de rodízio. Segundo Dilma, os diretores empossados poderão se revezar nos cargos de acordo com as necessidade de cada empresa. O sistema "colegiado", segundo a ministra, já era possível no Governo anterior, mas pouco foi adotado.
– As diretorias que estão sendo nomeadas tem característica de "transversatilidade"". Isso quer dizer, segundo ela, que os diretores poderão alterar funções dentro de cada empresa no decorrer dos próximos meses.
– Essa equipe inteira vai respeitar compromissos éticos de transparência, relação respeitosa com os funcionários e alta qualificação técnica. Neste sentido, todas as pessoas que participam do novo projeto são muito bem-vindas – disse a ministra.
Dilma disse ainda que Furnas terá um papel estratégico para o setor elétrico no novo modelo a ser criado pelo Governo. Segundo a ministra, a diretoria atuará de acordo com o que chamou de "princípio da transversalidade", que consiste em um sistema de rodízio entre os diretores das quatro áreas da empresa.
Os quatro diretores empossados ontem foram Fábio Resende, para a diretoria de Produção e Comercialização, Rodrigo Campos, para a diretoria de Administração e Suprimentos, José Roberto Cury, para a diretoria financeira, e Dimas Toledo, para Planejamento e Construção.
O novo presidente de Furnas é ex-executivo da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), onde trabalhou por 30 anos. Após a saída da Cemig, Oliveira dirigiu o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais.
A capacidade instalada de geração de energia de Furnas é de 9.292 MW, que representa aproximadamente 15% do total do País. Furnas tem 10 usinas hidrelétricas, duas termelétricas e mais de 17 mil quilômetros (km) de linhas de transmissão e 43 subestações. (JCOM 17/01)