Análise do ILUMINA: Trecho da reportagem “Sem capacidade financeira para tocar as obras, a subsidiária da Eletrobrás decidiu iniciar um processo para selecionar empresas interessadas em se tornar sócia do empreendimento, que tem papel estratégico na região.”
Por que a Eletrosul não tem capacidade financeira? Seria uma incompetência dessas que o brasileiro acha que só tem em estatais? Bem, depois do caso Samarco ainda há gente que pensa assim?
Na realidade. é preciso sempre relembrar o que ocorreu em 2012, quando, incomodado com tarifas explosivas, mas sem coragem de enfrentar os próprios erros e interesses poderosos, o governo Dilma resolve reduzir tarifas “na marra”.
Sabem quanto pesava o custo de transmissão na tarifa em 2011, antes da “grande ideia”? Apenas 5,7%! Quem quiser conferir, http://www2.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Cartilha_Por_Dentro_da_Conta_de_Energia(2011).pdf
O que fez o governo? Resolveu reduzir tarifas às custas do grupo Eletrobras (Eletrosul inclusive). Reduziu drasticamente os custos de operação e manutenção, colocando em risco o sistema e, como interrompeu o processo de amortização dos investimentos, criou uma dívida que não existia.
Resultado: Eletrobras quebrada, tarifas nas alturas,

judicialização generalizada, dívidas para o consumidor e nenhuma empresa por mais eficiente que seja aguentaria tal destruição de valor.
No mais, benvindos chineses, aproveitem. Está tudo baratinho!
Renée Pereira, Mônica Scaramuzzo ,
O Estado de S.Paulo
03 Março 2017 | 05h00
Notícias relacionadas
A companhia chinesa Shanghai Electric deve apresentar até o dia 10 de março proposta para assumir um lote de concessões de linhas de transmissão de energia da Eletrosul, subsidiária do grupo Eletrobrás, informaram fontes ao ‘Estado’. O negócio envolve a construção no Rio Grande do Sul de 2.169 quilômetros (km) de linhas e 21 subestações, sendo 8 novas e 13 ampliações de instalações existentes. No total, as obras exigirão investimentos de R$ 3,3 bilhões e, quando concluídas, terão receita anual de R$ 336 milhões.
A Shanghai Electric é uma das maiores fabricantes de equipamentos de energia e indústrias em geral da China, com faturamento da ordem de US$ 12,3 bilhões. A chinesa está em negociação com a estatal brasileira desde o ano passado, quando a Eletrosul lançou uma chamada pública no mercado.
Sem capacidade financeira para tocar as obras, a subsidiária da Eletrobrás decidiu iniciar um processo para selecionar empresas interessadas em se tornar sócia do empreendimento, que tem papel estratégico na região. Além de escoar a energia produzida pelos parques eólicos do Rio Grande do Sul, o sistema de transmissão tem o objetivo de reforçar a região metropolitana da capital Porto Alegre.
Procurada, a Eletrosul afirmou apenas que as negociações avançam com a empresa chinesa. Fontes próximas à transação destacam que alguns pontos ainda estavam pendentes para o fechamento de um acordo. Um deles é se a Shanghai Electric assumiria 100% do consórcio ou apenas uma participação. Esse é um ponto considerado importante para a Shanghai tocar esse investimento.
Segundo pessoas familiarizadas com a operação, a Shanghai quer que a estatal mantenha participação no negócio. Mas uma das propostas seria a volta da Eletrosul como sócia apenas no fim da construção. Por outro lado, a estatal continuaria à frente das obras, mesmo com o repasse da concessão. Isso porque a empresa já tem todo o conhecimento em torno das licenças ambientais e do projeto de engenharia.
De acordo com fontes a par do assunto, a companhia chinesa considera o marco regulatório do setor de energia instável e não quer assumir sozinha 100% do risco. Com uma estatal mantendo participação no projeto, o grupo chinês teria um interlocutor com trânsito no governo federal.
Procurado pela reportagem, o advogado Gustavo Buffara Bueno, da Buffara Bueno Advogados, confirmou que seu escritório está intermediando as negociações entre a Shanghai e a Eletrosul, mas não deu mais detalhes. Nenhum porta-voz da Shanghai Electric retornou os pedidos de entrevista.
Se fechar um acordo, essa seria a estreia da Shanghai no Brasil, seguindo o mesmo caminho das conterrâneas State Grid e China Three Gorges (CTG).
Uma resposta
Era só o que faltava, com a ELETROBRAS reduzindo o número de funcionários os Chineses compram, depois vendem as “M” de seus equipamentos, a ELETROBRAS com pouca gente tem que construir, “comissionar”, em tempo recorde, pois está tudo atrasado, e depois ainda tem que dar manutenção para os chineses, kkkkkk.
É melhor entregar e pagar a multa.